Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

30 de março de 2010

24 de março de 2010

Nenhum homem é uma ilha...

Numa das preguiçosas tardes da minha adolescência, andando por uma rua do bairro de periferia em que vivia, encontrei jogado ao meio fio uma folha amarelada de caderno de desenho...Isso aconteceu a cerca de trinta anos...Mas ainda me lembro, como se fosse hoje..., não sei explicar porque o fato jamais me deixou...Na folha havia um desenho, feito em lápis de cor, com capricho de amador, uma ilha, dois coqueiros..., o mar...No verso da folha um poema de John Donne, poeta inglês do século XVI:
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, não me pergunte por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”


Segundo o nível de consciência que tinha no momento, achei que era uma “cartinha de amor”..., uma “prenda”, daquelas que a gente faz para agradar a quem ama. Guardei John Donne comigo pelo resto de minha vida...E quando meu amor próprio era atingido pela insensibilidade, alheia ou pessoal, eu pensava “os sinos dobram por mim”...E quando as antigas obras me falaram da “Alma do Mundo” eu pensava “nenhum homem é uma ilha” e quando mestre Jung falava sobre o “inconsciente coletivo e a física quântica sobre “massa critica”, eu pensava “a Europa fica menor se um seixo for levado”. Os anos vão passando e não me canso de encontrar sabedoria neste poema e hoje penso que enquanto não entendermos que “a morte de qualquer, homem me diminui os assassinos continuarão a nascer”... A criança maltratada na Índia é o reflexo da minha criança interior...A mulher violada no Congo é o reflexo da mulher violada por padrões sociais e preconceitos em mim....
Todos nos envergonhamos quando ouvimos uma mulher contar que foi violentada, todos nos sentimos envergonhados quando lembramos da fome e dos maltratos as crianças...
Mas a nossa condição privilegiada, nos dá oportunidade de transformar preconceito em acolhimento...
Por toda a fome do mundo, precisamos deixar de consumir em excesso!
Por todas as mulheres do mundo precisamos parar de destruir nossos corpos com remédios para emagrecer e antidepressivos...Precisamos parar de chamarmos umas as outras de nomes chulos, que reforçam o poder do estuprador, do abusador...Por todas as crianças do mundo precisamos educar nossos filhos com ideais humanitários...Por toda a paz no mundo, precisamos nos desapegar de compromissos profissionais ou familiares que nos levam a infelicidade, a mentira e a guerra...Por toda a humanidade precisamos fazer do amor e da solidariedade nosso bem maior
.
Porquê, dentro de cada um de nós existe um ser que chora por todos nós...
(gi)

22 de março de 2010

Abrace sua menina interior

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/eve_ensler_embrace_your_inner_girl.html


Excelente video.

Congo


"Quando uma mulher é violada, não é só ela a violada. A comunidade inteira é destruída” – afirma Judithe Registre, da organização “Women for Women” (Mulheres para Mulheres) que mantém grupos de apoio para as sobreviventes de violações. “Quando eles levam uma mulher para violar, obrigam a família a assistir, forçam outros membros da comunidade a serem testemunhas. Obrigam-nos a ver. Isto significa que quando tudo termina, é a vergonha total para a mulher violada, por ter sido violada à frente de tanta gente” – diz Registre. "
Não consigo entender o que está acontecendo no Congo!
As pessoas perderam toda e qualquer noção de humanidade? Crianças de 3 anos, avós de 80 anos sendo estupradas? Violadas com não somente com os corpos masculinos, mas com baionetas, facões...chegam a atirar dentro destas mulheres...
Em nome do poder?
Será que este horror quer nos mostrar alguma coisa?
Por quê o mundo não impede isso?

Sagrado feminino


"As emoções da criança não tardam a esbarrar em proibições. São imoladas ao princípio da autoridade e à moral. Instaura-se um processo implacável de recalcamento, de modo que, em vez de se expandir, o potencial emocional se atrofia. A criança descobre que existem emoções permitidas e outras que não o são: “Menino não chora”, “Menina boazinha não tem acessos de raiva”, “É feio amarrar a cara”, “É feio sentir ciúme”, “A gente não grita nem mesmo quando está contente...” Cada família alimenta seus próprios preconceitos nessa matéria, desenvolvendo uma verdadeira microcultura emocional. Numa, aprecia-se a alegria ruidosa; noutra, não se tolera qualquer manifestação de cólera; noutra ainda, alguém se apressa a dar uma guloseima à criança entristecida, assim fabricando um futuro bulímico que, quando estiver deprimido, não terá outro reflexo senão abrir a geladeira.

(O culto da emoção - Michel Lacroix )

19 de março de 2010

Zé da Hora e Zé Já Era

"Um na carroça, um a pé
Um de botas, um com chulé
Um comprando, um plantando
Um querendo, outro sonhando
Um amigo, dois amigos
Qual será o mais sabido?
Quem vai saber dizer?
Maria Apaixonada não sabia de nada (ou sabia de tudo?)
Sabe cantar uma canção e quer apresentar o Zé do seu coração!
O que parece bom pode ser ruim e o que parece ruim pode ser “bão”
Bola de gude, amarelinha, pão, pizza e historinha
Chuta lata, caracol, pega pega e futebol
Horta, cachoeira
Natureza e brincadeira
Vem correndo, vem com a gente, encontrar mais um presente
Que fará Maria aparecer e você nunca esquecer!"
Porque o mundo pode ser melhor...


http://www.humanaterra.blogspot.com/
”Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a cada dele, e é.trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela -apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco, eu beijo o seu focinho.Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito.a menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave.aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome.ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai.se ele fareja e sente um corpo-casa livre, ele trota sem ruídos e ai.aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar:a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera,a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez. “
( Clarice Lispector)

15 de março de 2010

Preciso me encontrar - Candeia

Deixe-me ir preciso andar / Vou procurar por ai /Rir pra não chorar /Deixe-me ir preciso andar /Vou procurar por ai / rir pra não chorar.

Quero assistir o sol nascer / Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar,

Eu quero nascer quero viver ...

Deixe-me ir preciso andar / Vou procurar por ai / Rir pra não chorar.

Se alguem perguntar por mim / Diga que eu só vou voltar /Depois que eu me encontrar ...

Quero assistir o sol nascer /Ver as águas dos rios correr / Ouvir os pássaros cantar,

Eu quero nascer quero viver ...

Deixe-me ir preciso andar / Vou procurar por ai /Rir pra não chorar.

Deixe-me ir preciso andar,

Vou procurar por ai / Rir pra não chorar ".

Quem nunca se sentiu assim, que atire a primeira pedra ...

Até porque, quem não se perde não se encontra ...

Somos crianças brincando nos campos da Deusa...


Os seres humanos buscam mil teorias para explicar a existência...
Mas será que existe uma explicação para a vida?
Será que a vida não se explica por si mesma?
Será que a vida não se justifica a si mesma?
Penso que a vida é a razão da vida...
O inicio de toda a vida é marcado pela falta de habilidade motora, intelectual e emocional. Somos frágeis ao nascer e cometemos muitas incoerências, tropeçamos, caímos...Nas nossas birras, as vezes magoamos a quem amamos...E então, quando tudo flui como deve ser, crescemos e nos tornamos hábeis e muito mais competentes em todas as instâncias...E quando aprendemos fazer algo corretamente, jamais esquecemos... Não se pode "desaprender" a andar de bicicleta, não se pode desaprender a nadar...Assim acontece quando se sabe algo "de cor" ( do latim - de cor: de coração)..., de cor, não se esquece, não precisa de receita, ultrapassou o mental, sabe-se então profundamente, para sempre...
Sendo assim, por que precisamos de tantas teorias sobre pecado, inferno, Karma? Será que não somos apenas crianças?

Crianças brincando nos Campos da Deusa?

(Gi)







14 de março de 2010

11 de março de 2010

"Voce não deve querer modificar o amor para adaptá-lo à circunstâncias convenientes. Seria o mesmo que querer retardar o amanhecer só por que você quer dormir um pouco mais. O amor entre vocês dois (ou mais) precisa ser vivido tal como se apresenta. Negá-lo é, um tanto, negar a sua respiração plena."
( Arly Cravo)

A sabedoria das formigas


Quando eu era criança costumava brincar com as formigas.
Certa vez tive um formigueiro inteirinho só para mim... Claro que era um brinquedo tremendamente intrigante e indomável... Eu protegia a entrada do meu formigueiro para que nele não entrasse a água da chuva, espalhava ao seu redor farelo de pão para que as pequenas criaturas não tivessem que procurar comida muito longe e procurava ensinar-lhes o caminho... Quem já tentou ensinar o “melhor” caminho para formigas levanta a mão!?! Bem, quem o fez, sabe da terrível frustração desta empreitada... Enfim, apesar de ser muito interessante o formigueiro era muito irritante..., o vento levava para longe os “telhados” que eu criava, elas rejeitavam incompreensivelmente o alimento que lhes oferecia, preferindo comer patas de grilos e quando eu tentava ensinar-lhes um caminho mais curto e seguro, suas intermináveis filas se desmanchavam e elas corriam para todos os lados, para logo em seguida voltar ao mesmo caminho, longo e perigoso...
O tempo passou e hoje eu não brinco mais com as formigas, mas pela eventual irritação com minhas próprias emoções posso traçar um paralelo entre estas e aquelas... Também consigo perceber uma relação entre meus pacientes e “a dona do formigueiro”.
O problema parece ser realmente intenso quando as emoções (assim como as formigas) insistem em expor o ego a situações vexatórias. As pessoas têm frases prontas cheias de coerência para tais situações, por exemplo: ”mulher não corre atrás de homem”, “onde está o seu amor-próprio”, “um amor se cura com outro”, etc. O ego grita o tempo inteiro, não podemos aceitar nossa imensa vulnerabilidade e impotência diante das emoções. Somos muito infantis emocionalmente falando e não conseguimos perceber que estamos vulneráveis, não ao “outro”, mas sim a forças internas que não compreendemos. Se soubesse o que agora eu sei, teria observado melhor “meu formigueiro”... Talvez tivesse conseguido perceber que as formigas constroem suas “casas” de forma que a água não entre com facilidade, que a comida que eu achava perfeita poderia fazer-lhes mau, que o caminho que eu achava mais longo, era uma velha estrada marcada com fluidos orientadores... Se eu soubesse teria observado mais e interferido menos, desta forma talvez existisse uma interação... Voltando a falar das emoções, seria bom cultivar o “silêncio” tempo suficiente para aprender a ouvir o canto da natureza, a sabedoria instintiva do coração. Seria bom calar o orgulho prepotente, que insiste em tentar encaixar em paradigmas pré-estabelecidos o mundo selvagem e livre das emoções. Não se trata de dar apoio aos vícios e compulsões, mas sim em entregar-se com plenitude ao sentir. Trata-se de mergulhar profundamente neste imenso manancial psíquico pleno de sabedoria , capaz de nos levar a realização do nosso projeto de existir de forma singular.
(gi)

10 de março de 2010

A Lenda do Amor

Conta uma lenda que, no princípio do mundo, quando Deus decidiu criar a mulher, descobriu que havia esgotado todos os materiais sólidos no homem. Diante dessa dificuldade e depois de profunda meditação, fez o seguinte: tomou a redondeza da Lua, as curvas suaves das ondas, a terna aderência de uma planta trepadeira, o trêmulo movimento das folhas, a magreza da palmeira, a cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria do raio de sol e as gotas de pranto das nuvens, a inconstância do vento e a fidelidade do cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da plumado cisne e a dureza do diamante, a doçura da pomba e a crueldade do tigre, o ardor do fogo e a frieza da neve. Com essa mistura de ingredientes tão desiguais, criou a mulher e deu-a ao homem.Depois de uma semana, o homem veio e Lhe disse:- "Senhor, a criatura que me destes me faz infeliz: quer toda a minha atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, diverte-se fazendo-me sofrer e estou vindo devolvê-la porque não posso viver com ela !"- "Está bem", respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.Passou outra semana, o homem voltou e Lhe disse:- "Senhor, estou muito solitário desde que devolvi a criatura que fizestes para mim. Ela cantava e brincava ao meu lado, olhava-me com ternura e seu olhar era uma carícia, ria e seu riso era música, era formosa e suave ao tato. Devolva-me, porque não posso viver sem ela !"- "Está bem", disse o Criador. E a devolveu. Mas, três dias depois, o homem voltou e disse: -"Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo ! Não consigo viver com ela !
O Criador respondeu:- "Mas também não pode viver sem ela." E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho.O homem desesperado disse:- "Como é que eu vou fazer ? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela."- "Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto, respondeu então Deus. Amor é um sentimento a ser aprendido: é tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor. A sua própria beleza e o seu próprio fardo. Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá sempre que abdicar alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa. Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade. É como plantar uma árvore frente a uma janela. Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer. É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor".
( autor desconhecido - Pintura de Hessam )

Numa Paraolimpíada Americana...

"Numa Paraolimpíada americana, nove atletas deficientes se postaram na largada para a competição dos cem metros rasos. Ao sinal, todos partiram, ansiosos para mostrar o melhor de si. Pouco tempo depois, no entanto, um garoto tropeçou, caiu e se pôs a chorar. Os outros ouviram, diminuíram o passo e olharam para trás. Pararam e voltaram! Uma menina com síndrome de Down beijou o atleta no chão e disse: “Pronto, agora vai sarar”. Os nove competidores deram os braços e caminharam juntos até a chegada. A multidão aplaudia convencida de que não vale a pena ganhar nenhuma competição sozinho... "
( do site " 3In - Inclusão, Integridade e Independência ")

8 de março de 2010

Em algum lugar além do arco-íris
Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez em um conto de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde você, vai encontrar-me
Em algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
E o sonho que você desafiar, por quê, porque eu não posso?
Bom, eu vejo árvores verdes e rosas vermelhas também
Eu vou vejo-a pra mim e pra você Florescer
E eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
Bem eu vejo céus azuis e eu vejo nuvens brancas
E o brilho do dia
Eu gosto do escuro e eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris tão bonitas no céu
Também estão no rosto das pessoas que passam
Eu vejo amigos apertando as mãos
Dizendo, como você está? Eles estão realmente dizendo: Eu te amo!
Eu ouço bebês chorando e eu vejo crescerem
Eles estarão aprendendo muito mais
Não sabemos que nós
E eu penso comigo mesmo
Que mundo maravilhoso.
( tradução de - Somewhere over the rainbow)

7 de março de 2010

Equinócio de Outono

A palavra equinócio, tem em sua etimologia o sentido de "equilibrio"...
Nos equinócio existe harmonia entre o Céu e a Terra, pois os dias e as noites são iguais em seu tempo. Este é o momento para lembrar da Roda do Arco-Iris, de trabalhar nos conceitos de integração, cooperação e paz! Este é o tempo de agradecer a colheita da frutas e lembrar que a vida também é doce!

3 de março de 2010


A infelicidade alimenta seu ego, e é por isso que há tantas pessoas infelizes no mundo. O ponto central e básico é o ego. Para atingir a verdade suprema, você precisa pagar o preço. E o preço nada mais é que se desfazer do ego. Então, quando você encontrar um momento assim, não hesite: desapareça, dançando. Com uma grande risada, desapareça. Com canções em seus lábios, desapareça.
( Osho)
( Pintura - Hessan)

2 de março de 2010


O que será que será
 Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
Que gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza, será que será
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho
O que será que será
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia-a-dia das meretrizes---
Desvalidos No plano dos bandidos, dos
Em todos os sentidos, será que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido
O que será que será
Que todos os avisos não vão Evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos Irão repicar
Porque todos os hinos Irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos Irão se encontrar
E o mesmo Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno, vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
(O que será - Chico Buarque)

 

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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