Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

30 de setembro de 2009

Que a violência não nos seja familiar!


Tipos de violência

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.

Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.

Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).

Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.

Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Violência intrafamiliar/violência doméstica - açontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.

Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.

Violência sexual - acão que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.

Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.

( Portal da Violência Contra a Mulher)
( Gravura : Demetrius Gonçalves)

Violência contra a mulher...


   Alice Cooper
Only Women Bleed
  ( Tradução )
O homem tem sua mulher pra pegar sua semente.

Ele tem o poder - oh.
Ela tem a necessidade.
Ela passa sua vida tentando agradar seu homem.
Ela come seu jantar ou tudo o que puder.
Ela chora sozinha à noite, sem parar.
Ele fuma e bebe e não volta pra casa.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
O homem faz seu cabelo cinza.
Ele é o erro da sua vida.
Tudo o que você realmente procura é um fim.
Ele mente direto á você.
Você sabe que odeia esse jogo.
Ele te bate de vez em quando e você vive e ama a dor.
Ela chora sozinha à noite, sem parar.
Ele fuma e bebe e não volta pra casa.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Olhos negros todo o tempo.
Não gastam dinheiro.
Limpe esse encardido

E você abaixa em seus joelhos me pedindo
'Me veja sangrar'.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.
Só mulher sangra.

29 de setembro de 2009






“ para onde vão os trens, meu pai? para mahal, tami, paracamiri, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar nenhum, meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti.



hilda hilst

26 de setembro de 2009


Um dia compreendeu como seus braços eram
Somente feitos de nuvens;
Impossível com nuvens abraçar até ao fundo
Um corpo, uma sorte.
A sorte é redonda e conta lentamente
As estrelas do estio.
Fazem falta uns braços seguros como o vento,
E como o mar um beijo.
Mas ele como seus lábios,
Como seus lábios não sabe senão dizer palavras;
Palavras até ao tecto,
Palavras até ao solo,
E seus braços são nuvens que transformam a vida
Em ar navegável.

Luis Cernuda

24 de setembro de 2009



"Nenhum homem é uma ilha isolada;
 cada homem é uma partícula do continente,
 uma parte da Terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída,
como se fosse um promontório, como se fosse o solar de seus amigos ou o teu próprio;
a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não
perguntes por quem os sinos dobram;
 eles dobram por ti".
(John Donne)

23 de setembro de 2009


Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.

Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Vega. Levam junto quem me ama, me levam junto também.
Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.
Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças nas janelas, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se põe. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.
Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.
Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - Aí de mim! Ai, ai de mim!
Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.
Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.
Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.
Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.
Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.
Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar será feliz para sempre.
Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.
Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.
Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.
Meu coração é uma planta carnívora morta de fome. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom e um milhão de etcéteras!
(Caio Fernando Abreu)

21 de setembro de 2009

estórinha....

"(...) uma mulher foi abastecer seu carro num posto de gasolina...

chegando lá ouviu um chorinho de um cachorro que vinha lá do fundo, e então perguntou ao frentista:
-- por que o cachorrinho está chorando?
e o frentista respondeu:
-- porque ele está sentado em cima de um prego!
e a mulher estranhou e tornou a perguntar :
-- então por que ele não se levanta de cima do prego que sentou?
então o frentista respondeu sabiamente:
-- PORQUE A  DOR QUE ELE ESTÁ SENTIDO É SÓ O SUFICIENTE PRA ELE CONTINUAR CHORANDO "

“É verdade. Amamos a Vida não porque estejamos habituados à Vida, mas estamos habituados a Amar.

Há sempre algo de loucura no Amor, mas também há sempre algo de razão na loucura.
E eu, que estou de bem com a Vida, creio que aqueles que mais entendem de Felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão e tudo o que entre os homens se lhes assemelhe.
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que arranca de Zaratustra lágrimas e canções.
Eu só poderia acreditar num Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair todas as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar. Desde então, passei, por mim mesmo, a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora, sou leve. Agora, vôo. Agora, vejo por baixo de mim mesmo. Agora, um Deus dança em mim.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche


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20 de setembro de 2009

A arte de perder - Elizabeth Bishop

A arte de perder não é difícil de dominar
Tantas coisas parecem cheias da intenção de serem perdidas
Que sua perda não é um desastre.
Perca alguma coisa todos os dias
Aceite o contra-tempo de perder as chaves da porta
A hora gasta inútilmente.
A arte de perder não é difícil de dominar.
Depois, pratique perder mais, perder mais rápido
Lugares, nomes, situações....tantas coisas
Eu perdi duas cidades, dois rios, um continente
Eu os perdi, mas não foi um desastre.
Até mesmo perder você, a voz brincalhona
Aquele gesto que eu adoro
Eu não terei mentido.
É evidente que arte de perder não é difícil de dominar
Embora pareça,
Embora possa parecer (escreva!) um desastre.



"Com o passar do tempo todas as pessoas mudam muito. A maioria nem deixa o endereço."
                                                      Millôr Fernandes

Eu sei que o Universo pode não ser justo, segundo a nossa concepção de justiça, mas ele é claro..., de uma clareza tão cintilante que em alguns momentos até me doem os olhos...
E verdade que todas as coisas mudam, infelizmente nem todas para melhor...
Perdidos em um mundo onde a mudança é uma demanda, onde a palavra “evolução” é ouvida como uma obrigação, onde a insatisfação e o sentimento de inadequação são os combustiveis que alimentam a desvairada busca por uma perfeição fantasiosa, inspirada por mentes interesseiras e de motivos torpes, move-mo-nos como autômatos, nos esquecendo de preservar o que é sagrado.
“Como o passar do tempo”, mudamos tanto que esquecemos de deixar o endereço para que o nosso coração possa nos encotrar um dia...
“Com o passar do tempo” mudamos tanto que esquecemos de deixar o endereço para a nossa alma...E quando nos demos conta disso a superficialidade, dominada pela artificialidade, penetrou em nossos ossos, secou o nosso espírito...
Ouvi a seguinte e infeliz frase de um homem: “quem apregoa a beleza interior nunca viu um cadáver por dentro”..., em seguida, como se percebendo que fiquei chocada : “porque? eu te acho bonita!”.
Lamentável...
Vi a seguinte cena em um canal da TV: meninas, provavelmente menores, se rebolando alucinadamente em um concurso, tipo “garota molhada”...Fiquei chocada, eram muitas garotas juntas e um palco minúsculo, ao alcance das mãos da plateia masculina, se corrompendo por uns trocados...Elas se empurravam, levantavam as camisetas rasgadas, mostrando os peitos ainda pequenos, tentanto, uma aparecer mais que a outra, enquanto eu me sentia, por elas, envergonhada...E tudo parece tão normal...
Eu cresci vendo a manifestação das mulheres que lutavam pela  liberdade de "ser",  que ansiaram a igualdade entre os sexos...Hoje vejo minha geração escravizada pela busca superficial de uma beleza plastificada. As mulheres pleitearam seu justo direito de livre expressão, mas quando conseguiram, viram-no seqüestrado e prostituído por este sistema macho-capitalista...
Tristemente,
(gi)

16 de setembro de 2009

Sinceridade...


"Na Grécia antiga as colunas de mármore, para ficarem belas, eram completadas com cera e pó de mármore, escondendo toda imperfeição. As belas colunas com cera enganavam os arquitetos, muitas vezes não suportando o peso que lhes fora destinado. A partir daí os construtores solicitavam colunas sinceras – sine cera. Abrir mão da cera, do verniz das aparências ou da persona significa poder encarar a sombra, ou seja, os aspectos indesejados e mal resolvidos de nós mesmos."

15 de setembro de 2009

Criatividade...



"Quando as mulheres ainda não tinham potes para cozinhar, houve uma moça
que se lamentou porque não tinha onde preparar a chicha. A mãe ficou com pena dela e avisou: “ Vou virar barro para você poder fazer um pote. Você me  emborca decabeça para baixo e minha xoxota vai ser o gargalo do pote. Você me lava bem por dentro, depois me põe no fogo para cozinhar a chicha. Quando a água secar, filhinha, eu aviso e você põe mais água para o meu coração não queimar.”
A moça obedeceu direitinho e durante muitos dias ficou usando a mãe-pote para
cozinhar a chicha. Quando terminava, punha-a no jirau para esfriar, lavava bem a panela e a mãe virava gente de novo. O marido desta moça, adorava a chicha que era preparada escondido dele. Acontece que ele tinha um xodó, uma namorada ciumenta, que foi espiar a mãe e a filha para descobrir como faziam a chicha mais gostosa da aldeia. Despeitada, ela correu com a denúncia: “ Você gosta mais da chicha da tua mulher do que da minha, mas ela cozinha tua comida dentro da xoxota da tua sogra!”
O rapaz, enfurecido, foi tirar satisfação com a mulher. Encontrou-a fazendo a
chicha e com raiva chutou a panela-sogra que estava no fogo. O pote quebrou-se. A filha tentou juntar os cacos desesperada, quis colar, a mãe gemendo de dor. “ Minha filha, teu marido me esmigalhou, não posso mais morar aqui. Vou embora para ondehá barro, para continuar a fazer potes para você”.
A moça não se consolava com a falta da mãe, que vez por outra voltava a ser
gente para conversar e orientá-la. Um dia, a mãe tornou-se toda de barro. A moça entrou no lamaçal e foi retirando potes, panelas belíssimas, vasos, tudo prontinho.
Escondeu no mato e foi usando um por um. As mulheres da aldeia descobriram e foram pedir também. A mãe dava, mas nunca eram peças tão bonitas como aquelas que ela oferecia à filha. Depois de dar tanta cerâmica, a mãe foi para bem longe. No barreiro só restou um barro sujo, que as outras mulheres usariam para fabricar suas próprias panelas. Quanto à filha, aos poucos ia trazendo do mato as magníficas peças, presentes de sua mãe que as outras invejariam."
No mito Tucuna o amor entre mãe e filha tem poder para gerar as mais belas cerâmicas. Mas a filha deve passar pela prova da coragem para desfrutar dos presentes de sua mãe. A inveja das outras mulheres, assim como o despeito da amante do marido e a raiva dele são reações explosivas que ela deve aprender
a contornar. No fundo, é o seu próprio fogo emocional que ela vai dominando para que sua arte tenha sucesso. Quem possui o segredo do uso do fogo emocional desperta a inveja e o ciúme das outras oleiras, que não conseguem fazer potes sem quebrá-los durante a queima. A quebra das peças representa uma alegoria da explosividade emocional que elas não conseguem evitar.
A forma receptiva do órgão feminino permite comparações com o vaso alquímico, que vai aquecer no fogo da transmutação interior. Canal vaginal, útero e trompas são órgãos que corporificam a imagem arquetípica da receptividade.
Ser continente é um dos atributos do princípio de Eros que tem sido algumas
vezes mal interpretado por apressadas que vêem na receptividade a negação da atividade feminina. Mas ser continente não quer dizer ser amorfo, sem cheiro nem sabor, sobretudo sem calor. Ao contrário, o vaso alquímico e sua fonte
de calor são uma e a mesma unidade subtende-se na imagem dos órgãos da
mulher. “ O conjunto de órgãos constituídos pela vagina, útero e trompas é um
vaso perfeito, um autêntico recipiente, predestinado a recolher a substância
fecundante e a fazê-la amadurecer, em união com a própria substância feminina”
(Penna,1989 p.189) O que não transparece no mito do Gênesis, está palpitante na tradição indígena que mostra a intensidade da energia psíquica fluindo através das sensações e dos sentimentos durante- o processo de criação.
A ARTE EMOCIONAL DAS CERAMISTAS - LUCY PENNA
Publicado em Junguiana, v.23 Sociedade Brasileira de Psicologia
Analítica p. 78-86, 2005

13 de setembro de 2009


"Ouse, ouse... ouse tudo!!

Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda ... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!"


( Lou Salomé)

11 de setembro de 2009


Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível. Na verdade, wabi sabi é um jeito de “ver” as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
Contam que o conceito surgiu por volta do século 15. Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.

10 de setembro de 2009


"Eu te amo calado,

Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
E digo..."

9 de setembro de 2009

Virginia Woolf

“...descobri que ...precisava travar uma batalha com um determinado fantasma. E o fantasma era uma mulher, e quando cheguei a conhece-la melhor, passei a chamá-la pelo nome da heroína de um famoso poema, O anjo da casa...Ela era intensamente simpática. Maravilhosamente encantadora. Totalmente abnegada. Ela se distinguia nas difíceis tarefas da vida em família. Se havia galinha, ela ficava com o pé, se havia uma corrente de ar, sentava-se bem ali. Em suma, sua constituição era tal, que ela nunca tinha um pensamento ou desejo próprio, preferindo antes apoiar os pensamentos e desejos dos outros. Acima de tudo, ela era, é desnecessário dizer, pura... E quando me punha escrever, deparava-me com ela logo nas minhas primeiras palavras. A sombra de suas asas espalhava-se sobre a minha página. Eu ouvia o farfalhar de sua saia no quarto...Ela se aproximava furtivamente pelas minhas costas e sussurrava....Seja simpática, seja delicada, faça elogios, engane, lance mão de todas as artes e ardis do seu sexo. Nunca permita que alguém pense que você tem um pensamento próprio. Sobretudo seja pura. E agia como se estivesse guiando a minha caneta. Relato agora a única ação que me levou a ter algum apreço por mim mesma...Voltei-me para ela e a agarrei pela garganta. Apertei com toda minha força, até mata-la. Minha defesa, caso fosse levada a um tribunal, seria a de que agi em defesa própria. Se eu não a matasse ela me mataria."

Virginia Woolf, Professions for Women.

8 de setembro de 2009

O Orkut me perguntou o que aprendi com os relacionamentos anteriores...

Com os relacionamentos aprendi quanto é tola a minha intelectualidade e vão meu conhecimento, pois meu coração é o rei. Consagrei-lhe todo o poder quando privilegiei valores que tocam minha alma e desprezei o que poderia favorecer apenas ao ego.

Assim, soberano ele – meu coração, reina em meu peito —  o centro do meu ser, e diz que tem seu próprio tempo, suas razões irracionais, suas vontades tresloucadas... E eu sua súdita, acato..., humilde (rsrs) em minha impotência!!!
Aprendi com os relacionamentos anteriores que todas as coisas tolas que as pessoas fazem quando estão apaixonadas, como : farejar pistas de traição, ficar alucinadas pela falta de um telefonema, não dormir e não comer....ou só querer dormir e não parar de comer..., eu – quem diria, também posso fazer! !!
Aprendi que temos muito medo uns dos outros e que nos “mostramos” em fotos com sorrisos congelados , máscaras elaboradas, tão somente por nos temermos tanto uns aos outros...
Aprendi que fugimos da nossa solidão em conversas fúteis e consolos relativos através da internet, porem não temos força de espírito para encararmos frente a frente, olho no olho, de "peito aberto".
Aprendi que nos sentimos “confortáveis” com nossos “semelhantes” e que temos uma sensação quase mágica com pessoas que tem os mesmos condicionamentos que a gente. E que ficamos atemorizados diante do novo, do diferente, sendo que justamente, nas diferenças que poderíamos encontrar o aprendizado verdadeiro do amor.
Aprendi que nos sentimos bobos e fracos diante do amor, por isso nos revestimos de uma couraça, que nos impede de sentir dor, mas também alegria, conforto e calor!
Aprendi que a carência não se altera, não diminui com a idade, mas as máscaras..., estas aumentam com a idade!
Aprendi que quando maior o foco da pessoa em coisas matérias e físicas, maiores são seus complexos e seu sentimento de inadequação.
Aprendi que temos muito a aprender, neste fantástico e intenso caminho do amor.
E  tudo que realmente ficou, ou seja tudo o que realmente a – prendi,  foi através de minha pele, de meus ossos...Foi tudo que vivi com o coração!!


( gi )

7 de setembro de 2009

Mosaico...



Somos pequeninas partes de um imenso mosaico...
Um individuo é uma “pétala”, outro uma “folhinha”...e assim cada um com suas diferenças, forma um conjunto com significado, muitas vezes oculto...Dentro da nossa sociedade isso também ocorre e numa escala maior fazemos parte do Mosaico Cósmico, que é a própria expressão de nossa parte divina...
Eu fico muito feliz por Da Vince não ter desejado ser igual o seu vizinho e ter expressado sua própria grandeza dentro do “mosaico”... Fico muito feliz quando vejo o ser expressar seu próprio dom..., ser sem tentar parecer..., apenas ser. Quem já viu um mosaico entende o que quero dizer..., cada pedacinho é insubstituível, se faltar um pedacinho ficara um buraco feio, comprometendo assim toda a beleza do conjunto. Além disso, se a pétala desejar ser uma folhinha, o trabalho estará irremediavelmente comprometido.
Vejam, não estou falando em buscar destaque dentro do mundo em que vivemos. Estou falando sobre autenticidade. Buscar modelos externos faz com que o indivíduo perca sua expressão original, criando assim uma cultura em que o mosaico não forma nada...Nada de belo, nada de significativo... Somos vítimas de um conceito errôneo e restritivo que nos diz que se formos nós mesmos seremos criticados e banidos da nossa sociedade, mas isso não é verdade! O ser humano é essencialmente belo, feito para o belo...E quando consegue expressar-se livremente, manifesta o que há de melhor em seu self.
O ser humano é uma criatura gregária, viver em sociedade é uma necessidade intrínseca do homem, ele quer o contato e o amor de seus semelhantes, por este motivo basicamente, ser você mesmo é seguro e bom. Em liberdade de expressão o ser ainda deseja amar e se relacionar pacificamente. Ao contrário do que se pensa, portanto a sociedade seria melhor, o mosaico seria mais belo se conseguíssemos ser apenas o que somos.
O que ocorre é que todos desejamos isso, mas nem todos temos coragem para suportar as criticas daqueles que ficam apenas na inveja típica dos infelizes. Entretanto se você se arriscar e resistir, a expressão do seu dom, com o tempo vai quebrar todas as barreiras que o preconceito criou. Porque quando vivemos em sintonia com os desejos de nossa alma, somos indivíduos mais ternos, amorosos, alegres e puros...E isso se manifesta em nosso mundo derrubando os argumentos dos infelizes.
E deixo para vocês o conselho de Dubussy :
“Dê ouvidos apenas aos conselhos do vento que passa e nos conta as histórias do mundo”
(gi)

Vermeer



"Os porcos ignorarão as pérolas, pois o desejo dos porcos é por demais grosseiro...
Alguns dos demais homens ao receber pérolas confeccionarão um lindo colar para então aprisiona-las em um cofre...
Mas alguns homens raros, deitarão sobre as pérolas seus ouvidos para apreciar o canto das sereias, as conversas dos piratas, os sussurros que as ondas recolhem das areias quentes das praias desde o início dos tempos..."

(gi)

3 de setembro de 2009

Carta do Chefe Seattle


No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".O texto da resposta do Chefe Seatlle, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente.


"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.Onde está o arvoredo? Desapareceu.Onde está a águia? Desapareceu.É o final da vida e o início da sobrevivência.

1 de setembro de 2009

Por Starhawk (A Dança Cósmica das Feiticeiras)


Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela, cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnífica". O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres. Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então se tornou Verde coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho, mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente, buscando retornar em amor. Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.
( Mito Tradicional da Arte )

Ouça as palavras da grande mãe, que, em tempos idos, era
chamada de Ártemis, Dione, Melusina, Afrodite, Ceridwen, Diana,
Arionrhod, Brígida e por muitos outros nomes:
“ Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês, e é
melhor que seja quando a lua estiver cheira, deverá reunir-se em
algum local secreto e adorar o meu espírito que é a rainha de todos
os sábios. Você estará livre da escravidão e, como um sinal de sua
liberdade, apresentar-se-á nu em seus ritos. Cante, festeje, dance,
faça música e amor, todos em minha presença, pois meu é o êxtase
do espírito e minha também é a alegria sobre a terra. Pois minha lei é
a do amor para todos os seres. Meu é o segredo que abre a porta da
juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o caldeirão de
Ceridwen, que é o gral sagrado da imortalidade. Eu concedo a
sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a liberdade
e o reencontro com aqueles que se foram antes. Nem tampouco exijo
algum tipo de sacrifício, pois saiba, eu sou a mãe de todas as coisas e
meu amor é derramado sobre a terra.”
Atente para as palavras da deusa estelar, o pó de cujos pés
abrigam-se o sol, a lua, as estrelas, os anjos, e cujo corpo envolve o
universo:
“ Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as
estrelas e os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte
e venha até a mim. Pois eu sou o espírito da natureza que dá vida ao
universo. De mim todas as coisas vêm e para mim todas devem
retornar. Que a adoração a mim esteja no coração que rejubila, pois,
saiba, todos os atos de amor e prazer são meus rituais. Que haja
beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, júbilo e
reverência, dentro de você. E você que busca conhecer-me, saiba
que a sua procura e ânsia serão em vão, a menos que você conheça
o mistério: pois se aquilo que busca, não se encontrar dentro de você,
nunca o achará fora de si. Saiba, pois, eu estou com você desde o
início dos tempos, e eu sou aquela que é alcançada ao fim do desejo
.”

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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