Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

29 de junho de 2011

A saída...segundo Gaiarsa



Proponho um tema para meditação profunda; 
é a lição mais fundamental de toda a Psicologia Dinâmica:
      Só sabemos fazer o que foi feito conosco.
      Só conseguimos tratar bem os demais se fomos bem tratados.
      Só sabemos nos tratar bem se fomos bem tratados.
      Se só fomos ignorados, só sabemos ignorar.
      Se só fomos odiados, só sabemos odiar.
      Se fomos maltratados, só sabemos maltratar.
      Não há como fugir desta engrenagem de aço: ninguém é feliz sozinho. 
      Ou o mundo melhora para todos ou ele acaba.
      Amar o próximo não é mais idealismo "místico"de alguns. 
      Ou aprendemos a nos acariciar ou liquidaremos com a nossa espécie. 
      Ou aprendemos a nos tratar bem - a nos acariciar - ou nos destruiremos.
      Carícias - a própria palavra é bonita.
      Carícias ... Olhar de encantamento descobrindo a divindade do outro - meu espelho!


      Carícias... Envolvência ( quem não se envolve não se desenvolve...), ondulações, admiração, felicidade, alegria em nós - eu e os outros.
      Energia poderosa na ação comum, na co-operação. 
Na co-munhão.
      Só a União faz a força - sinto muito, mas as verdades banais de todos os tempos são verdadeiras - e seria bom se a gente tentasse FAZER o que essas verdades nos sugerem, em vez de críticos e céticos e pessimistas, encolhermos os ombros e deixarmos que a espécie continue, cega, caminhando em velocidade uniformemente acelerada para o Buraco Negro da aniquilação.
      Nunca se pôde dizer, como hoje: ou nos salvamos - todos juntos - o nos danamos - todos juntos.

O Iluminado - Gaiarsa




Quem é o iluminado?
      No seu tempo, é sempre um louco delirante que faz tudo diferente de todos. Ele sofre, principalmente, de um alto senso de dignidade humana - o que o torna insuportável para todos os próximos, que são indignos.
      Ele sofre, depois, de uma completa cegueira em relação à "realidade"(convencional), que ele não respeita nem um pouco. Ama desbragadamente - o sem vergonha. Comporta-se como se as pessoas merecessem confiança, como se todos fossem bons, como se toda criatura fosse amável, linda, admirável.
      Assim ele vai deixando um rastro de luz por onde quer que passe.
      Porque se encanta, porque se apaixona, porque abraça com calor e com amor, porque sorri e é feliz.
       Como pode, esse louco? 
      Como pode estar - e viver! - sempre tão fora da realidade - que é sombria, ameaçadora; como ignorar que os outros - sempre os outros - são desconfiados, desonestos, mesquinhos, exploradores, prepotentes, fingidos, traiçoeiros, hipócritas...
      Ah! Os outros...
      (Fossem todos como eu, tão bem-comportados, tão educados, tão finos de sentimentos...) O que não se compreende é como há tanta maldade num mundo feito somente de gente que se considera tão boa. Deveras, não se compreende.
      Menos ainda se compreende que de tantas famílias perfeitas - a família de cada um é sempre ótima - acabe acontecendo um mundo tão infernalmente péssimo.
      Ah! Os outros... Se eles não fossem tão maus - como seria bom...

Gaiarsa


 
Chega de viver entre o medo e a Raiva! Se não aprendermos a viver de outro modo, poderemos acabar com a nossa espécie.
      É preciso começar a trocar carícias, a proporcionar prazer, a fazer com o outro todas as coisas boas que a gente tem vontade de fazer e não faz, porque "não fica bem" mostrar bons sentimentos! No nosso mundo negociante e competitivo, mostrar amor é... um mau negócio. O outro vai aproveitar, explorar, cobrar... Chega de negociar com sentimentos e sensações. Negócio é de coisas e de dinheiro- e pronto! O pesquisador B. Skinner mostrou por A mais B que só são estáveis os condicionamentos recompensados; aqueles baseado na dor precisam ser reforçados sempre senão desaparecem. Vamos nos reforçar positivamente. É o jeito - o único jeito - de começarmos um novo tipo de convívio social, uma nova estrutura, um mundo melhor.
      Freud ajudou a atrapalhar mostrando o quanto nós escondemos de ruim; mas é fácil ver que nós escondemos também tudo que é bom em nós, a ternura, o encantamento, o agrado em ver, em acariciar, em cooperar, a gentileza, a alegria, o romantismo, a poesia, sobretudo o brincar - com o outro. Tudo tem que ser sério, respeitável, comedido - fúnebre, chato, restritivo, contido...
      Há mais pontos sensíveis em nosso corpo do que as estrelas num céu invernal.
      "Desejo", do latim de-sid-erio, provém da raiz "sid", da língua zenda, significando ESTRELA, como se vê em sideral, relativo às estrelas.
      Seguir o desejo é seguir a estrela - estar orientado, saber para onde vai, conhecer a direção...
      "Gente é para brilhar", diz mestre Caetano.
      Gente é, demonstravelmente, a maior maravilha, o maior playground e a mais complexa máquina neuromecânica do Universo conhecido. Diz o Psicanalista que todos nós sofremos de mania de grandeza, de onipotência.
      A mim parece que sofremos de mania de pequenez.
      Qual o homem que se assume em toda a sua grandeza natural? "Quem sou eu primo..."Em vez de admirar, nós invejamos - por não termos coragem de fazer o que a nossa estrela determina.
      O Medo - eis o inimigo.
      O medo, principalmente do outro, que observa atentamente tudo o que fazemos - sempre pronto a criticar, a condenar, a pôr restrições - porque fazemos diferente dele.
      Só por isso. Nossa diferença diz para ele que sua mesmice não é necessária. Que ele também pode tentar se livre - seguindo sua estrela. Que sua prisão não tem paredes de pedra, nem correntes de ferro. Como a de Branca de Neve, sua prisão é de cristal - invisível. Só existe na sua cabeça. Mas sua cabeça contém - é preciso que se diga - todos os outros que, de dentro dele, o observam, criticam, comentam - às vezes até elogiam!
      Por que vivemos fazendo isso uns com os outros - vigiando-nos e obrigando-nos - todos contra todos - a ficar bonzinhos dentro das regrinhas do bem-comportado - pequenos, pequenos. Sofremos de megalomania porque no palco social obrigamo-nos a ser, todos, anões. Ai de quem se sobressai, fazendo de repente o que lhe deu na cabeça. Fogueira para ele! Ou você pensa que a fogueira só existiu na Idade Média?
      Nós nos obrigamos a ser - todos - pequenos, insignificantes, inaparentes, "normais"- normopatas diz melhor; oligopatas - apesar do grego- melhor ainda. Oligotímicos - sentimentos pequenos - é o ideal...

27 de junho de 2011



" As línguas são imperfeitas
pra que os poemas existam
e eu pegunte donde vem
os insetos alados
e este afeto,
seu braço roçando o meu".


Do livro: A Faca no Peito - Adelia Prado

23 de junho de 2011

Quando o melhor momento chegar

Vai entrar sem bater

E o chão vai tremer

Alto como trovão

(Nação Zumbi - Futura)

22 de junho de 2011



“A vida é um encontro sagrado com a Suprema Alegria”. 

Xamalú - Xamã Andino 

21 de junho de 2011


Minha Criança não entende!!! 
A gente não vive em um sistema democrático?? 
Se vive, porque os meus protestos não são ouvidos? 
E as listas e listas que vivemos assinando, porque nunca mudam o resultados das coisas?
Porque os meus candidatos nunca ganham? 
Todo mundo diz proteger a natureza e princípios ecológicos estão na moda...,
mas porque os terrenos baldios perto da minha casa vivem cheios de lixo ( não-orgânico)? 
Minha Criança simplesmente não entende...
Desde criança ouço que o mais importante é o AMOR e 
vejo as pessoas se matarem por supérfluos passageiros...A criança em mim se assombra... 
É tudo aparentemente correto e absolutamente aparente...  

20 de junho de 2011

Fernando Pessoa


"Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido."

( foto - M66)

18 de junho de 2011

Paulinho Moska - virei fã!


"O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo."

( Paulinho Moska)

14 de junho de 2011

Nando Reis / Arnaldo Antunes - Mantra


Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Adeus dor...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare 

13 de junho de 2011

A cultura do terror



A extorsão o insulto, a ameaça
o cascudo,
a bofetada,
a surra,
o açoite,
o quarto escuro,
a ducha gelada,
o jejum obrigatório,
a comida obrigatória,
a proibição de sair,
a proibição de se dizer o que se pensa,
a proibição de fazer o que se sente,
e a humilhação pública
são alguns dos métodos de penitência e tortura tradicionais na vida da
família. Para castigo à desobediência e exemplo de liberdade, a tradição familiar
perpetua uma cultura do terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e
contagia tudo com a peste do medo.
— Os direitos humanos deveriam começar em casa — comenta comigo, no
Chile, Andrés Domínguez.

( Eduardo Galeano)

10 de junho de 2011

Dos jornais uruguaios de 1840, vinte e sete anos depois da abolição da escravatura



Vende-se:
 — Uma negra meio boçal, da nação cabinda, pela quantidade
de 430 pesos. Tem rudímentos de costurar e passar.
— Sanguessugas recém-chegadas da Europa, da melhor qualidade, por
quatro, cinco e seis vinténs uma.
— Um carro, por quinhentos patacões, ou troca-se por negra.
— Uma negra, de idade de treze a quatorze anos, sem vícios, de nação
bangala.
— Um mulatinho de idade onze anos, com rudímentos de alfaiate.
— Essência de salsaparrilha, a dois pesos o frasquinho.
— Uma primeiriça com poucos dias de parida. Não tem cria, mas tem
abundante leite bom.
— Um leão, manso feito um cão, que come de tudo, e também uma cômoda
e uma caixa de embuia.
— Uma criada sem vícios nem doenças, de nação conga, de idade de uns
dezoito anos, e além disso um piano e outros móveis a preços cômodos.
( de O livro dos Abraços - Eduardo Galeano)

Celebração da fantasia


Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, chegou perto para me pedir que desse a ele de presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha,
porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações, mas me ofereci para desenhar um porquinho em sua mão. Subitamente, correu a notícia. E de repente me vi cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse em suas mãozinhas rachadas de sujeira e frio, pele de couro queimado:
havia os que queriam um condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.
E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão, mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra em seu pulso:
— Quem mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima — disse.
— E funciona direito? — perguntei.
— Atrasa um pouco — reconheceu.
( Eduardo Galeano)

9 de junho de 2011

Congênito - Luiz Melodia






"Mas o tudo que se tem
Não representa nada
Tá na cara
Que o cara tem seu automóvel
E tudo que se tem
Não representa tudo
O puro conteúdo é consideração
Não goza de consideração "

7 de junho de 2011

Chico Buarque


Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não 
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde á  noite 
Sonhasse comigo 
Talvez
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar...


Miss Celie's Blues

Blues



Aposto que você pensa que eu não sei nada além de cantar blues /
Oh, irmã, tenho novidades para você /
 Sou algo / 
Espero que você pense que é algo também!

( Canção de A Cor Purpura )



Não se Deixe Vencer Pelo Mal que Alucina
Quanto maior a Luz, maior a Sombra.

6 de junho de 2011

Hilda Hilst


lobo_um_tdg.jpg
Lobos? São muitos.
Mas tu podes ainda
A palavra na língua
Aquietá-los.
Mortos? O mundo.
Mas podes acordá-lo
Sortilégio de vida
Na palavra escrita.
Lúcidos? São poucos.
Mas se farão milhares
Se à lucidez dos poucos
Te juntares.
Raros? Teus preclaros amigos.
E tu mesmo, raro.
Se nas coisas que digo
Acreditares.

Vento

“Quando os intensos ventos soprarem,
 crie imediatamente bons pensamentos... 
Lance-os aos ares...
 Conduzidos pelos ventos, 
os bons pensamentos cruzarão virgens planícies, 
escalarão desafiadoras montanhas, agitarão caudalosos rios,
até encontrarem o seu destino... 
Os ventos nos ensinam que mesmo as suas mais vigorosas 
manifestações revelam confortantes brisas... 
Assim, quando os rudes ventos chegarem, lembre-se dos suaves ares... 
Eles trarão os bons pensamentos... d
e outros tempos e lugares...” 
( Sherotáia Kê Takoshemí -www.xamas.com.br )

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres


"Mas também sabia de uma coisa:quando estivesse 
mais pronta,passaria de si para os outros,o seu caminho era os outros.
Quando pudesse sentir plenamente o outro estaria a salvo e pensaria:eis o meu porto de chegada.
Mas antes precisava tocar em si própria,antes precisava tocar no mundo"
Clarice Lispector 
-

3 de junho de 2011


A ternura de modo algum é, como acreditava Freud, uma
sublimação do instinto sexual; é o produto direto do amor fraterno e existe
tanto nas formas físicas do amor quanto nas não físicas." 
( Erich Fromm)

mais Erich Fromm


"O amor não é, primacialmente, uma relação para com uma pessoa específica; é uma atitude, uma orientação de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo, e não para com um “objeto” de amor. Se uma pessoa ama apenas a uma outra pessoa e é indiferente ao resto
dos seus semelhantes, seu amor não é amor, mas um afeto simbiótico, ou um egoísmo ampliado. Contudo, a maioria crê que o amor é constituído pelo objeto e não pela faculdade. De fato, acredita-se mesmo que a prova da intensidade do amor está em não amar ninguém além da pessoa “amada”.
Este o mesmo equívoco de que acima já falamos. Por não se ver que o amor é uma atividade, uma força da alma, acredita-se que tudo quanto é necessário encontrar é o objeto certo — e tudo o mais irá depois por si. Tal atitude pode ser comparada à de alguém que queira pintar mas, em vez de aprender a arte,
proclama que lhe basta esperar pelo objeto certo, passando a pintá-lo belamente quando o encontrar. Se verdadeiramente amo alguém, então amo a todos, amo o mundo, amo a vida. Se posso dizer a outrem, “Eu te amo”, devo ser capaz de dizer: “Amo em ti a todos, através de ti amo o mundo, amo-me a
mim mesmo em ti'

sobre Don Juan diz Erich Fromm



"De fato, a atração erótica de modo algum somente se expressa na atração sexual. Há masculinidade e feminilidade no caráter, tanto quanto na função sexual. O caráter masculino pode ser definido como tendo as qualidades de penetração, orientação, atividade, disciplina e aventura; o caráter feminino, pelas qualidades de 
receptividade produtiva, proteção, realismo, paciência, maternidade. (Deve-se sempre ter em mente que, em cada indivíduo, ambas as características se mesclara, mas com a preponderância das que pertencem ao sexo “dele” ou “dela”.) Muitas vezes, se os traços do caráter masculino de um homem se enfraquecem porque 
ele permanece emocionalmente criança, tentará compensar essa falta pela acentuação  exclusiva sobre seu papel masculino no sexo.  O resultado é o Dom Juan, que necessita de provar sua potencialidade masculina no sexo,  por estar inseguro de sua masculinidade no sentido caracterológico."

Nietzsche - Eterno Retorno




"Se um dia ou uma noite, um demônio se esgueirasse até você e, 
penetrando na sua mais solitária solidão, lhe dissesse: 
"Esta vida, da maneira como você vive agora e já viveu antes, você terá que vivê-la mais uma vez 
e outras inumeráveis vezes; e não haverá nada de novo nela, mas cada tormento e cada alegria e
 cada pensamento ou suspiro e cada coisa imensuravelmente pequena 
ou grande em sua vida, deverá retornar a você — tudo na mesma sucessão e seqüência..." 
Como não atirar-se ao chão, rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio que assim lhe falou? 
Ou você alguma vez já experimentou aquele formidável momento em que teria respondido a ele:
 "És um deus, e jamais havia escutado algo mais divino."... 
Como teria você se tornado tão bem disposto perante você mesmo e 
a vida para chegar a não desejar coisa alguma mais ardentemente que 
este supremo desígnio e esta confirmação eterna?"


Quem nada conhece, nada ama.
Quem, nada pode fazer, nada compreende.
Quem nada compreende, nada vale.
Mas quem compreende também ama, observa, vê...
Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa
tanto maior o amor...
Aquele que imagina que todos os frutos
amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas,
nada sabe a respeito das uvas.

(Paracelso)


SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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