Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

26 de janeiro de 2012



"Ed Bloom – Há peixes que não podem ser pescados.
 Não é porque eles são mais rápidos ou fortes que os outros peixes. 
É simplesmente porque eles têm algo especial.
( do Livro Big Fish)

25 de janeiro de 2012

 
''Qual o caminho da gente ?

Nem para frente nem para trás : só para cima.
Ou parar curto quieto. Feito os bichos fazem.
Viver ... o senhor já sabe : 
viver é etcétera.''
( João Guimarães Rosa)

23 de janeiro de 2012

viver...



"Viver é um descuido prosseguido".
Sigo à risca. Me descuido e vou...
Quebro a cara. Quebro o coração.
Tropeço em mim. Me atolo nos cinco sentidos.
Viver não é perigoso? Então, com sua licença!
Não tenho medo. Nasci assim.
Encantada pela vida. O sertão é dentro da gente.
Ah, como não? Aqui tudo é achado.
Somos ferro e fogo. Perigo nunca falta!
Sertão é igual coração.
Se quiser, que venha armado! Tudo é igual.
Aqui se vive. Aqui se morre. Dentro e fora da gente.
Confusão demais em grande demasiado sossego ...".
( Guimarães Rosa)

15 de janeiro de 2012



E, outra coisa, o Diabo, é às brutas; mas Deus é traiçoeiro! Ah, uma beleza de traiçoeiro - dá gosto! A força dele, quando quer - moço ! - me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho - assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se divertindo, se economiza.
Guimarães Rosa

(...) a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é."
Guimarães Rosa

13 de janeiro de 2012

Building Oceans Over Vacant Fields 5x7

'O que a vida quer da gente é coragem. 
O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser feliz, a mais, no meio da alegria e inda mais feliz ainda no meio da tristeza. 
Só assim, de repente, na horinha em que se quer, de proposio - por coragem. '
Guimarães Rosa

São Bernardo do Campo (obrigada @litt_ / weightlessq.tumblr.com)


"E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter 
conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. 
Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. 
Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. 
Só assim as tempestades fazem sentido."

Haruki Murakami

?



"E, o que era que eu queria? 

Ah, acho que não queria mesmo nada, 
de tanto que eu queria só tudo. 
Uma coisa, a coisa, esta coisa: 
eu somente queria era - ficar sendo!" 
( Guimarães Rosa)

O amor cura...
O amor une...
O amor nutre...
O amor entusiasma...
O amor alivia...
... O amor motiva...

O amor mobiliza...
O amor possibilita a vida... 


(Gandh)
 
"Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho.
Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana 
e a raça humana está repleta de paixão.
E medicina, advocacia, administração e engenharia, 
são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo.
Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos."

(Sociedade Dos Poetas Mortos)

Fernando Pessoa


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

12 de janeiro de 2012



"Nem sempre sou da minha opinião"
Valéry

ninguéns...



Os ninguem: os filhos de ninguem, os donos de nada
Os ninguem: os nenhuns, nenhunhados, correndo como lebres, morrendo na vida, fodidos, refodidos
que são, embora não sejam
Que não falam idiomas, mas dialetos
Que não professam religiões, mas superstições
Que não fazem arte, mas artesanato
Que não praticam cultura, mas folclore
Que não são seres humanos, mas recursos humanos
Que não têm rosto, mas braços
Que não tem nome, mas número
Que não figuram na História Universal, mas nas paginas policiais na imprensa local
Os ninguem custam menos que a bala que os mata"

(Eduardo Galeano. Seis historias de vida de mujeres narradas por ellas mismas. Buenos Aires, 1994)

11 de janeiro de 2012

Mesmo que não possamos adivinhar o tempo que virá, temos ao menos o direito de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de Direitos Humanos, mas a imensa maioria da humanidade não tem mais que os direitos de: ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milênio vamos fixar os olhos mais para lá da infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes que se neguem a cumprir serviço militar, mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la e a polícia não será a maldição de quem não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se, voltarão a juntar-se bem de perto, costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio tedioso dos deuses, mas neste mundo, neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro."
Eduardo Galeano


 O amor é a própria lucidez 
      Ao contrário do que dizem seus inimigos mortais, o amor, longe de ser cego ou cegar as pessoas, é a própria lucidez e o guia a nos mostrar com clareza o mais vivo de nós dois.

      O amor - é só ele - nos tira do comum 
      Só durante o estado amoroso estamos acontecendo.
      Fora dele, vegetamos e nos confundimos com todas as rotinas da vida e os papéis estereotipados dos que nos cercam - e que, em resposta, encenamos.
      O amor - é só ele - nos tira do comum, do cotidiano, do sistema, da alienação.
      Por isso dissemos: o amor individualiza a pessoa e o momento - lembra-se? Só quando estamos amando existimos, você não acha?

     O amor nos distancia de qualquer rotina 
     O amor nos distancia completamente de qualquer rotina, repetição, tédio, enjôo… Ele nos põe distantes de tudo o que conhecemos e de quanto estamos fazendo na vida - fora dos momentos amorosos.

      Doença é falta de amor 
      Doença é falta de amor ou presença de maus sentimentos - de abandono, rancor, desespero, medo, preocupação, azedume, mágoa; é também a convicção de não ser ninguém, de não ter vivido, de não estar vivendo mas apenas vegetando, repetindo, repetindo, repetindo sempre tudo, no trabalho, na família até no lazer.

 J.A. Gaiarsa


6 de janeiro de 2012

O corpo - esse desconhecido


 
      Enquanto nossa inteligência de Civilizados tem 10.000 anos de existência, nosso corpo é o de um…animal que ja está por aqui ha 2 milhões de anos…Não seria bom conhecê-lo mais de perto? Quem sabe ele tem o que nos ensinar...




      Como dar vida ao corpo 


      Não morremos de velhice nem de doenças. Morremos pela monotonia de vida que mal usa 5% de nossa versatilidade de movimentos; e vivemos falando – o que nos sufoca. Faremos o corpo se mexer de mil maneiras e respirar o tempo todo.


PELE COM PELE! 
    
 CONTATO MESMO? SÓ PELE COM PELE!

      Como eu já disse, com palavras apenas o contato é mínimo. Com o olhar, ele aumenta bastante. Mas o contato real se faz pele com pele (penso cá comigo: com-tato só pode ser feito pelo tato) ... então me dê um abraço de despedida e sinta seu coração bater junto ao meu... só isso, e silêncio.Palavras, Palavras, Palavras... 

      O pecado maior de todas as psicologias, embora eu não possa dizer que conheço todas, é que ignoram a relação do olhar, que as pessoas têm um corpo e que esse animal tem 2 milhões de anos. Por isso, a humanidade está se perdendo, por causa das palavras.

Autor: José Angelo Gaiarsa

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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