Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

29 de maio de 2010



"Cada pedaço de mim sabe o inferno que é ser sol em noites de chuva, ser cor nos cinzas dos edifícios, ser luz na escuridão das manhãs. Cada todo de ti sabe a delícia que é ser flor nas asas do vento, ser cristal nos olhos das fadas, ser azul no fundo do mar. Cada suspiro de nós sabe a angústia que é ser só um na multidão dos dias, ser muito na pobreza da esquina, ser ninguém na roda da vida. Enquanto isso os relógios se vão, e vêem aqueles que sabem o que é apenas ser na ausência do nada."

(Clarice Lispector)

28 de maio de 2010


"Todo mundo merece respeito, olho no olho e apreço em qualquer tipo de relação. Se você não oferece isto é porque já não se dá iisto. Não se respeita, foge de você mesmo e se desgosta. Você está precisando de um espelho carinhoso para ver que está enganado a respeito de si mesmo. Mesmo que não perceba, você é uma pessoa interessante. Um bom espelho haverá de mostrar..."

( Arly Cravo)

25 de maio de 2010

Osho

Ponha toda a sua energia em escutar,
e a compreensao vira por si mesma,
como uma sombra que 0 segue.
Ninguem ouve 0 corar;:ao. E a mente e tao tagarela, tao
continuamente tagarela - yakkety-yak, yakkety-yak -,
que, mesmo que 0 corar;:ao algumas vezes diga algo,
nunca chega a voce. Niio pode chegar. 0 barulho em sua
caber;:a esta zunindo tanto que e impossivel,
absolutamente impossivel para 0 corar;:ao.
Lenta, lentamente, 0 corar;:ao deixa de dizer coisas.
Repetidas vezes nao ouvido, repetidas vezes ignorado,
ele entra em silencio.
A caber;:a e que comanda na sociedade; do contrario
viveriamos num mundo totalmente diferente,
mais amoroso, com men os 6dio, men os guerra, sem
nenhuma possibilidade de armas nucleares. 0 corar;:ao
jamais daria apoio ao desenvolvimento de qualquer
metodo destrutivo. Jamais estaria a servir;:o da morte.
Ele e vida - pulsa pela vida, palpita pela vida.

Novo Tempo

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça.....

24 de maio de 2010

relação




A relação sempre pede "troca"...,
se não houver troca não é relação é dependência, vampirismo..., ou algo pior...A própria palavra relação, etimologicamente dizendo está relacionada a "laços" que unem as coisas - sendo bilateral...
AMAR INCONDICIONALMENTE,
no entanto é amar o outro sem desejar a mudança deste outro...Ou seja, amar de verdade é amar o outro como o outro é..., permitir que seja o que "é"..., nem mais gordo, nem mais magro...

(gi)

Escudo do Sul


"Na medida em que os anos forem se estendendo na minha estrada,


espero não me apegar a idéia de parecer mais jovem do que sou,


mas sim, abrir mão da juventude e logo voltar a ter o espírito de uma criança."


( Gi)

20 de maio de 2010


"Não se podem contar as luas que brilham sobre os telhados

Nem os mil sois resplandecentes

que se escondem por trás dos seus muros."

Saib-e-Tabrizi

18 de maio de 2010

você...


“Você é uma caverna profunda e misteriosa
que habita o centro de uma montanha,
rios de água cristalina que fluem pelos espaços vazios
iluminados por janelas de céu, por onde escorre a luz do Sol e da Lua...
Existe tanta profundidade... Mistérios, dureza, suavidade, alegria, tristeza...
Cristais com memórias antigas refletindo arco-íris...
Solidão, calor, intensidade..."
(gi)

13 de maio de 2010

O parceiro: a união com o outro


Um hino para o Homem Selvagem: "Manawee"

Se as mulheres querem que os homens as conheçam, elas têm de lhes ensinar algo do seu conhecimento profundo. (...) Quando os homens demonstram essa disposição, é a hora de fazer revelações; não apenas a esmo, mas porque mais uma alma perguntou. Vocês verão que é assim. Seguem-se, portanto, alguns dos pontos que irão tornar mais fácil para um homem compreender, para que ele venha na direção da mulher. É uma linguagem, a nossa linguagem."Era uma vez um homem que vinha cortejar duas irmãs gêmeas.- Você não poderá se casar com elas a não ser que consiga adivinhar seus nomes - dizia, porém, o pai das moças.Manawee tentava e tentava, mas não conseguia adivinhar os nomes das irmãs. O pai das moças abanava a cabeça e mandava Manawee embora todas as vezes.Um dia Manawee levou seu cachorrinho junto numa visita de adivinhação, e o cachorro percebeu que uma irmã era mais bonita do que a outra e que a outra era mais delicada do que a primeira. Embora nenhuma das duas irmãs possuísse todas as virtudes, o cachorrinho gostou muito delas porque elas lhe deram petiscos e sorriam olhando fundo nos seus olhos.Também naquele dia Manawee não conseguiu adivinhar os nomes das jovens e voltou irritado para casa. O cachorrinho, porém, voltou correndo para a choupana das irmãs. Ali ele enfiou a orelha por baixo de uma das paredes laterais e ouviu as moças dando risinhos e falando sobre como Manawee era bonito e másculo. Enquanto falavam, as irmãs se chamavam mutuamente pelo nome, e o cachorrinho, tendo ouvido, voltou correndo com a maior velocidade possível para seu dono para lhe passar a informação.No caminho, porém, um leão havia deixado um grande osso ainda com carne perto do caminho, e o minúsculo cachorrinho sentiu imediatamente o cheiro, não pensou em mais nada e se desviou mato a dentro arrastando o osso. Ali, ele lambeu e mordiscou o osso com grande prazer até que todo o sabor desapareceu. Ah! O pequeno cãozinho de repente se lembrou da tarefa esquecida, mas infelizmente ele também havia esquecido os nomes das moças.Por isso, ele correu de volta à choupana das gêmeas e dessa vez já era de noite e as jovens estavam passando óleo nos braços e pernas uma na outra e se arrumando como se fosse para uma festa. mais uma vez o cãozinho as ouviu chamando-se mutuamente pelo nome. Ele deu pulos de alegria e estava correndo pelo caminho afora na direção da choupana de Manawee quando do meio do mato veio o aroma de noz-moscada fresca.Ora, não havia nada que o cachorrinho adorasse mais do que noz-moscada. Por isso, se desviou um pouco do caminho e correu para o lugar onde uma bela torta de laranjas estava esfriando em cima de uma tora. Bem, logo a torta já não existia mais, e o cachorrinho tinha um adorável hálito de noz-moscada. Enquanto trotava de volta para casa com a pança cheia, tentou pensar nos nomes das moças, mas, mais uma vez, ele os havia esquecido.Finalmente, o cachorrinho tornou a voltar correndo até a choupana das irmãs, e dessa vez as irmãs estavam se preparando para casar. "Ah, não!" pensou o cachorrinho, "quase não tenho mais tempo." E, quando as irmãs se chamaram pelo nome, ele guardou os nomes na mente e saiu em disparada, com a determinação resoluta e absoluta de que nada iria impedi-lo de transferir os preciosos nomes a Manawee imediatamente.O cãozinho vislumbrou caça pequena recém morta no caminho, mas a ignorou e saltou por cima dela. Por um instante, pareceu-lhe sentir o aroma de noz-moscada no ar, mas ele o ignorou e preferiu continuar correndo na direção da sua casa e do seu dono. No entando, ele não contava com a possibilidade de um estranho de negro saltar do mato, agarrá-lo pelo pescoço e sacudi-lo ao ponto de seu rabo quase cair. Pois, foi o que aconteceu.- Diga-me aqueles nomes! Diga-me os nomes das moças para que eu as possa conquistar - gritava o estranho o tempo todo.O cãozinho achou que ia desmaiar com aquele punho lhe apertando o pescoço, mas lutou com bravura. Ele rosnou, arranhou, esperneou e, afinal, mordeu o estranho entre os dedos. Os dentes do animal picavam como vespas. O estranho berrava como um búfalo-da-índia, mas o cãozinho não soltava. O estranho correu pelo mato adentro com o cãozinho pendurado numa das mãos.- Solte-me, solte-me, cãozinho, e eu o soltarei - implorou o estranho de negro.- Não volte por aqui - rosnou entre dentes o cãozinho - ou não verá mais a luz do dia. - E assim o estranho fugiu pelo mato, gemendo enquanto corria. O cachorrinho prosseguiu meio mancando, meio correndo, pelo caminho até encontrar Manawee.Muito embora seu pêlo estivesse sujo de sangue e suas mandíbulas doessem, os nomes das jovens estavam bem nítidos na sua mente, e ele se aproximou de Manawee, claudicante, mas feliz da vida. Manawee correu de volta até a aldeia das moças com o cachorrinho nos ombros, e as orelhas do cachorro dançavam ao vento como rabos de cavalos.Quando Manawee chegou até o pai com os nomes das filhas, as gêmeas receberam Manawee completamente vestidas para viajar com ele. Elas haviam estado à sua espera o tempo todo. Foi assim que Manawee conquistou duas das donzelas mais belas da região. E todos os quatro, as irmãs, Manawee e o cãozinho, viveram juntos em paz por muito tempo.

Krik Krak Krout, now this story is out.

Krik Krak Krun, now this story is done.


A natureza dual das mulheres:"A história decifra um segredo antiquíssimo das mulheres, que é o seguinte: para conquistar o coração de uma Mulher Selvagem, seu parceiro deve entender profundamente sua dualidade natural. (...) Essa história fala do mistério de duas poderosas forças femininas numa única mulher.Qualquer um que seja íntimo de uma Mulher Selvagem está de fato na presença de duas mulheres: um ser exterior e uma criatura interior, um que habita o mundo terreno, e o outro que vive num mundo não tão visível. O ser exterior vive à luz do dia e é observado com facilidade. Muitas vezes é uma pessoa pragmática, aculturada e muito humana. Já a criatura costuma chegar à superfície vindo de muito longe e com frequência aparece e desaparece rapidamente, embora sempre deixe uma sensação: algo de surpreendente, original e sagaz."A força de ser dois:"Se a mulher esconde um dos lados ou privilegia um dos lado em demasia, ela tem uma vida desequilibrada que não lhe permite acesso ao seu pleno poder (...) É necessário desenvolver os dois lados.""Em algumas culturas, existe toda uma disciplina dedicada ao equilíbrio da natureza dos gêmeos, pois eles são considerados como duas entidades que compartilham uma alma.""O poder de ser dois é muito forte, e nenhum dos dois lados deve ser negligenciado.Sozinho o self mais civilizado vive bem... mas sente certa solidão. Sozinho, o self selvagem também vive bem, mas anseia pelo relacionamento com o outro. A perda dos poderes psicológicos, emocionais e espirituais das mulheres tem como origem a separação dessas duas naturezas...""O poder de ser dois está em agir como uma entidade una.""Manawee deseja tocar essa combinação misteriosíssima e onipresente da vida da alma na mulher, e ele dispõe de uma soberania própria. Já que ele próprio é um homem natural, ligado ao selvagem, ele tem uma sintonia com a mulher selvagem e sente atração por ela (...) Manawee, quer esteja no mundo interior, quer no mundo exterior, representa um amante novo mas cheio de fé, cujo desejo principal é o de indentificar e compreender o numinoso duplo na natureza feminina."O poder do nome:Nas culturas em que os nomes são escolhidos com cuidado pelo seu significado mágico ou auspicioso, saber o verdadeiro nome de uma pessoa representa conhecer a trajetória da vida e os atributos da alma daquela pessoa.""Ele está interessado em saber seus nomes, não para se apoderar do poder delas, mas, sim, para conquistar um poder pessoal igual ao delas. Conhecer os nomes representa adquirir consciência acerca da natureza dual e retê-la.""Quando nomeamos, descobrimos significados pessoais e ocultos bem como a beleza selvagem de ser mulher, não importando as personalidades dos aspectos opostos. Essa identificação e esse vínculo são chamados, em termos humanos, de amor a si mesmo. Quando ele ocorre entre dois indivíduos, é chamado de amor pelo outro."


(Extraido de http//:lobasquecorre.blogspot.com - Trechos do livro Mulheres que correm com os lobos)

12 de maio de 2010

Quintana

A vida é um incêndio:
nela dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
Mario Quintana

11 de maio de 2010

Sagrado Masculino

"O Deus Galhudo, todavia, nasce de uma mãe virgem. Ele é um modelo de poder masculino que está livre da rivalidade entre pai e filho e dos conflitos edipianos. Ele não tem pai; é o seu próprio pai. À medida que cresce e atravessa as mudanças da Roda, permanece relacionado à força nutriente primordial. Seu poder é extraído diretamente da Deusa: ele é parte dela.
O Deus incorpora o poder do sentimento. Seus chifres animais representam a verdade da emoção não mascarada, a qual não busca agradar a nenhum senhor. Ele é indômito. Mas, sentimentos indomados são muito diferentes de violência sancionada. O deus é a força da vida, o ciclo da vida. Ele permanece dentro da órbita da deusa; seu poder está sempre a serviço da vida.
O Deus das Bruxas é o Deus do amor. Esse amor inclui a sexualidade, que também é plenamente selvagem e indomada, assim como suave e carinhosa.
Sua sexualidade é plenamente sentida, em um contexto onde o desejo sexual é sagrado, não somente por ser o meio pelo qual a vida é procriada mas, também, porque ele é o meio através do qual nossas próprias vidas são mais profundas e extaticamente realizadas. Em Feitiçaria, o sexo é um sacramento, sinal externo de uma graça interior. Essa graça é a profunda ligação e o
reconhecimento da totalidade da outra pessoa. Em essência, não se limita ao ato físico, é uma troca de energia, um alimentar sutil entre as pessoas. Através da ligação com o outro, ligamo-nos ao todo.
Na Arte, o corpo masculino, como o corpo feminino, é tido como sagrado, que não deve ser violado. É violação do corpo masculino utiliza-lo como arma, do mesmo modo que é uma violação do corpo feminino usa-lo como objeto ou campo de experimentação à serviço da virilidade do homem. Fingir desejo, quando inexistente, viola a verdade do corpo, assim como a repressão do
desejo, o qual é totalmente sentido mesmo quando não satisfeito. Mas, sentir desejos e anseios é admitir a necessidade, o que é ameaçador para muitos homens em nossa cultura.
Sob o patriarcado, os homens, enquanto estimulados a esperar muitos cuidados por parte das mulheres, também são ensinados a não admitir a necessidade de serem alimentados, a necessidade de, às vezes, serem passivos, fracos, de se apoiar em outra pessoa. O Deus, em Feitiçaria, personifica o anseio e o desejo pela união com a força primordial e nutriente.
Em lugar de buscar cuidados maternos ilimitados de mulheres reais e vivas, os homens, na Feitiçaria, são encorajados a se identificarem com o Deus e, através dele, atingirem a união com a Deusa, cujo amor de mãe não tem limites. A Deusa é tanto uma força externa quanto interna: quando sua imagem penetra a mente e o coração de um homem, torna-se parte dele. Ele pode aliarse às suas próprias qualidades nutritivas, com a Musa interior, que é uma fonte
de inspiração indelével.
( Starhawk - A dança cósmica das feiticeiras)

Sagrado Masculino


Tornou-se uma espécie de clichê afirmar que os homens foram treinados para serem agressivos e dominadores, e as mulheres ensinadas a serem passivas e submissas, que aos homens é permitido demonstrar sua raiva e às mulheres não. Na cultura patriarcal, ambos, homens e mulheres, aprendem a funcionar dentro de uma hierarquia, onde aqueles que se encontram no topo dominam os que estão abaixo. Um aspecto dessa dominância é o privilégio de expressar a raiva. O general repreende o sargento; ao soldado não é permitido fazer a mesma coisa. O
chefe é livre para ficar furioso, mas não o seu assistente. A mulher do chefe grita com sua empregada, mas não vice-versa. Visto que as mulheres têm, geralmente, estado na parte inferior das hierarquias, do mundo dos negócios à família tradicional, elas vêm suportando o ímpeto de uma grande quantidade de fúria masculina e têm sido as principais vítimas da violência. A raiva pode ser vista como resposta a um ataque; poucos homens encontram-se em posições onde podem se dar ao luxo de confrontar diretamente seus atacantes.
A raiva masculina, portanto, torna-se distorcida e pervertida. É ameaçador reconhecer a fonte verdadeira de sua ira, pois, deste modo, ele seria obrigado a reconhecer o desamparo, a impotência e a humilhação de sua posição. Ao invés disso, ele pode voltar a sua raiva para alvos mais seguros, mulheres, crianças ou, até mesmo, homens menos poderosos. Ou sua raiva pode
transformar-se em autodestruição: doenças, depressão, alcoolismo ou qualquer variedade de vícios disponíveis. Patriarcado significa, literalmente, "lei dos pais", mas em um patriarcado, a poucos homens é permitido desempenhar o papel de "pai" fora da esfera limitada da família. A estrutura de instituições hierárquicas é piramidal: um homem ao alto controla muitos abaixo. Os homens competem por dinheiro e pelo poder sobre os outros; a maioria, que não alcança o topo da corrente de comando, é forçada a permanecer imatura, desempenhando o papel de filho rebelde ou cumpridor de seus deveres. Os filhos zelosos buscam agradar eternamente ao pai através da obediência; os maus filhos buscam derruba-lo e tomar o seu lugar. De qualquer maneira, eles não estão em contato com seus próprios desejos e sentimentos.
(A DANÇA CÓSMICA DAS FEITICEIRAS - STARHAWK)
“As lendas são a poesia do povo; elas correm de tribo em tribo, de lar em lar, como a história doméstica das idéias e dos fatos; como o pão bento da instrução familiar... mas o povo crê, e não convém destruir as fábulas do povo...Este cultivo dos mitos, não é, talvez, o guardar laborioso das verdades eternas?”
(Machado de Assis)

10 de maio de 2010

Osho...


Hakuin e o recém-nascido
Numa aldeia onde o grande mestre Zen Hakuin vivia, uma moça ficou grávida. O pai dela maltratou-a para saber o nome do amante dela e, finalmente, para escapar da punição, ela disse a ele que era Hakuin. O pai não disse mais nada, mas quando chegou a hora e a criança nasceu, ele imediatamente levou o bebê até Hakuin e o pôs a seus pés. “Parece que essa criança é seu filho,” ele disse, e depois descarregou insultos e seu desprezo na desonra que aquilo representava.Hakuin apenas disse, Oh, é mesmo?” E pegou o bebê nos seus braços. Onde quer que ele fosse, ele levava o bebê, envolto nas mangas de seu quimono esfarrapado. Durante os dias chuvosos e noites tempestuosas ele saia para pedir leite nas casas vizinhas. Muitos de seus discípulos, considerando-o fracassado, se voltaram contra ele e o deixaram. E Hakuin não disse uma palavra.Enquanto isso, a mãe achou que ela não podia suportar a agonia da separação de seu filho. Ela confessou o nome do verdadeiro pai, e o próprio pai dela foi até Hakuin e prostou-se diante dele, suplicando por perdão. Hakuin apenas disse, “Oh, é assim?”, e devolveu-lhe a criança.Para o homem comum o que os outros dizem é muito importante, pois ele nada possui dele mesmo. Não importa o que pensam ser, não passam de opiniões das outras pessoas. Alguém disse: Você é bonito. Alguém disse: você é inteligente. E a pessoa vai acumulando todas essas opiniões. Daí ele ficar sempre assustado e não deve comportar-se de certa maneira para não perder sua reputação, respeitabilidade. Ele está sempre com medo da opinião pública, o que as pessoas irão dizer, porque tudo que ele sabe sobre si mesmo é o que as pessoas lhe disseram. Se as pessoas mudarem de idéia, o deixam desnudo. Assim ele não sabe quem ele é, se feio, se belo, inteligente ou tolo. Ele não tem nenhuma idéia, nem mesmo vagamente, de seu próprio ser: depende da opinião dos outros.Mas aquele que medita não precisa da opinião dos outros. Ele conhece a si mesmo, não importa o que os outros dizem. Mesmo que o mundo inteiro diga alguma coisa que vá contra sua própria experiência, ele irá simplesmente rir. No máximo, essa pode ser a única resposta. Ele, contudo, não irá tomar nenhuma atitude para mudar a opinião das pessoas. Quem elas são? Elas não se conhecem, mas ainda assim tentam rotulá-lo. Ele irá rejeitar os rótulos. Ele simplesmente dirá, “Sou aquilo que sou, e é desse jeito que vou ser.”

6 de maio de 2010

(...) conversas...



"Olha, olha...,

o Universo sempre dá missões muito fáceis

as águias devem voar, os golfinhos devem nadar ..."


(gi )

5 de maio de 2010


“Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem,
elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma intuitiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos interior e exterior. Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, essa instrutora, mãe e mentora selvagem dá sustentação às suas vidas interior e exterior.”
(Clarissa Pinkola Estés - Mulheres que correm com os lobos)

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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