Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

12 de fevereiro de 2013


 

- Sei não, Juan Preciado. Fazia tantos anos que não erguia o rosto, que me esqueci do céu. E mesmo que eu tivesse erguido, o que haveria de ganhar? O céu está tão alto, e meus olhos tão sem olhar, que vivia contente só de saber onde ficava a terra. Além do mais, perdi todo o interesse depois que o padre Rentería me assegurou que eu jamais conheceria a glória. Que nem de longe a veria… Foi coisa dos meus pecados; mas ele não devia ter me dito. Já de por si a vida se vai com o trabalho. A única coisa que faz com que a gente mova os pés é a esperança de que ao morrer nos levem de um lugar a outro; mas quando fecham para a gente uma porta e a que continua aberta é só a do inferno, mais valeria não ter nascido… 
O céu para mim, Juan Preciado, está aqui onde estou agora.
Juan Rulfo - Pedro Páramo.

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Namastê























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