Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

18 de julho de 2011

O Demônio

O Demônio

Neste momento de paz e solidão, não me sinto ameaçada por ele...
Mas sua lembrança é tão forte que ainda agora me segura o ar no peito...
Vi-o nos  olhos “do outro” nas vezes que meus olhos eram espelho dágua...,  me lançava chispas de desconfiança-suspeita-raiva-mágoa – mágoa ...
por que nesta altura já havia a certeza de que o “mal” premeditava em mim...
Vi-o a rondar meu coração, a espetá-lo com seu imenso garfo..., sussurrando maldosamente : “pobre tola, não vê como são vis os homens? ainda não os experienciou o suficiente para perceber-lhes a superficialidade? não sabe que nunca cumprem suas promessas? não compreendeu que nascem-lhes em lugar do coração um falo cedento de novidades? ....E em outros momentos, mais filosófico ele diz: amor não existe, não leu Ovídio? E Sartre ? como poderemos aprender a amar com instintos tão primitivos....Liberdade é não alimentar as feras da paixão....Ele é tão ardiloso..., chega a citar Osho e Nietzsche...Sorrindo por dentro percebo que este demônio, compartilha de minhas paixões intelectuais... Meu coração então, abre suas portas para que ele possa entrar, entendo então a necessidade de respeitar sua força, dedicar-lhe parte do meu tempo, permitir-lhe a existência através de minhas ações conscientes...
Ele é parte de mim...Minha verdade, minha integridade...
(gi)

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Namastê























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