Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

16 de dezembro de 2010

filtro dos sonhos



Uma aranha fiava sua teia próximo à cama da avó Nokomi. 


Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. 
Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, 
pegou uma pedra para matá-la. Mas a avó não deixou. 
O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. 
A velha mulher voltou-se para observar mais uma vez o trabalho do animal e, 
então, a aranha falou: 
“Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso. Na próxima Lua nova vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios. Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins. O pequeno furo no centro vai deixar passar os bons sonhos e fazê-los chegarem até você."
Quando a Lua chegou, a avó viu a aranha tecer sua teia mágica e, 
agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: 
“Aprenda”, dizia a aranha.
 Finalmente, exausta, a avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol
 surgiram no céu ela acordou e viu a teia brilhando como jóia graças às gotas de 
orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas de pomba que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. 
Por entre as malhas da teia, o Pai Sol sorria alegremente. 
E a avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem os filtros de sonhos. 
E até hoje eles vêm afastando os pesadelos de muita gente...
E como encontraram 
Tal qual encontrei 
Assim me contaram 
Assim vos contei.

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

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Namastê























CURRENT MOON