Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

7 de dezembro de 2010

Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos
 da terra e dos círculos de pedra, como raposa ou mariposa, 
e não perturbar o lugar mais que isso. 
Que meu olhar seja direto e minha mão firme. 
Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza,
 da fama e do privilégio. 
Que os que jamais andaram descalços não encontrem 
o caminho que chega à minha porta. 
Que se percam na jornada labiríntica. 
Que eles voltem. 
Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e 
veja as achas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade 
de advertir ou aconselhar, sem que me peçam. 
Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo. 
Que o lugar onde habito seja como uma floresta. 
Que haja caminhos e veredas para as cavernas e
 poços e árvores e flores, animais e pássaros, 
todos conhecidos e por mim reverenciados com amor. 
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos 
do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. 
Por isso, eu jogo fora minha roupa. 
Que eu possa conservar a fé, sempre. 
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo. 
Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo 
escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor. 
Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo. 
Quando falhar, que eu me conceda o perdão. 

Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo. 

Trecho do livro: A Bruxa Solitária, Rae Beth. 

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
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Namastê























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