Era uma vez...

E como encontraram
Tal qual encontrei
Assim me contaram
Assim vos contei...

21 de maio de 2009

sobre o perdão


Pensar sobre o perdão me reforça a idéia de que errei.
No entanto, penso na infância de todos os atos, na infância de todas as coisas, na pueridade de todos os erros.
Nunca “errei” com convicção. A percepção do erro sempre veio “a posteriori”.
Às vezes, erro com uma leve sensação de estranheza... Não estou confortável no erro, sei que algo não está certo, mas nesta atitude ainda não existe a convicção do acerto.
Assim sendo, estou em aprendizado, estou amadurecendo, neste determinado aspecto, assim que este processo se completar, certamente não repetirei o erro. Posso fazer uma grande lista de coisas “condenáveis” que já fiz no passado e hoje não faria. Mas, se existe a necessidade de perdão é porque em algum momento existe a condenação e na condenação existe a comparação, a vergonha, o “outro”. O “outro” na maioria das vezes é um “ser superior e perfeito segundo a moral vigente”. E a moral vigente pode considerar “erro” o que melhor lhe aprouver...
Vejam só: Adão e Eva cometeram o erro de comer uma maçã... e pagaram muito caro por isso, atualmente há quem diga que uma maçã por dia previne o envelhecimento.
Já a Coitada da Dalila até hoje é “mal falada” porque cortou o cabelo do Sansão, para que ela fosse tão condenada nos dias atuais teria que fazer cortes muito mais radicais...
A relatividade dos erros me leva a relativizar também o perdão.
Não acredito no perdão, acredito no “não-julgamento” e no entendimento que precisamos de tempo para que o amadurecimento se faça. E ainda não acredito do perdão quando o que fere continua ferindo, neste caso devemos nos afastar. Amor próprio implica que você assume o compromisso de cuidar de você e é capaz de crescer e amadurecer naturalmente, sem julgamentos, porem com alteridade e responsabilidade.
Precisamos entender que nós somos o mundo. Ao ferir qualquer ser humano estamos ferindo toda a humanidade. (Gi)

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Namastê























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