Era uma vez...


"Em um tempo muito, muito distante, quando a Deusa caminhava sobre a Terra e todas as coisas eram sagradas...
Nas noites encantadas,surgia em meio a floresta misteriosa
um velhinho exausto e tremulo e a Deusa em sua face Anciã,
o tomava em seus braços, se balançando em sua cadeira o embalava, cantando...cantando...
E pela manhã ele saltava de seus braços, agora já uma criança radiante e se alçava aos céus para raiar o dia.
Ele é a Criança Solar, Ela é a Mãe de todas as coisas..."

13 de janeiro de 2012


O amor cura...
O amor une...
O amor nutre...
O amor entusiasma...
O amor alivia...
... O amor motiva...

O amor mobiliza...
O amor possibilita a vida... 


(Gandh)
 
"Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho.
Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana 
e a raça humana está repleta de paixão.
E medicina, advocacia, administração e engenharia, 
são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo.
Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos."

(Sociedade Dos Poetas Mortos)

Fernando Pessoa


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

12 de janeiro de 2012



"Nem sempre sou da minha opinião"
Valéry

ninguéns...



Os ninguem: os filhos de ninguem, os donos de nada
Os ninguem: os nenhuns, nenhunhados, correndo como lebres, morrendo na vida, fodidos, refodidos
que são, embora não sejam
Que não falam idiomas, mas dialetos
Que não professam religiões, mas superstições
Que não fazem arte, mas artesanato
Que não praticam cultura, mas folclore
Que não são seres humanos, mas recursos humanos
Que não têm rosto, mas braços
Que não tem nome, mas número
Que não figuram na História Universal, mas nas paginas policiais na imprensa local
Os ninguem custam menos que a bala que os mata"

(Eduardo Galeano. Seis historias de vida de mujeres narradas por ellas mismas. Buenos Aires, 1994)

11 de janeiro de 2012

Mesmo que não possamos adivinhar o tempo que virá, temos ao menos o direito de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de Direitos Humanos, mas a imensa maioria da humanidade não tem mais que os direitos de: ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milênio vamos fixar os olhos mais para lá da infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes que se neguem a cumprir serviço militar, mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la e a polícia não será a maldição de quem não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se, voltarão a juntar-se bem de perto, costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio tedioso dos deuses, mas neste mundo, neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro."
Eduardo Galeano


 O amor é a própria lucidez 
      Ao contrário do que dizem seus inimigos mortais, o amor, longe de ser cego ou cegar as pessoas, é a própria lucidez e o guia a nos mostrar com clareza o mais vivo de nós dois.

      O amor - é só ele - nos tira do comum 
      Só durante o estado amoroso estamos acontecendo.
      Fora dele, vegetamos e nos confundimos com todas as rotinas da vida e os papéis estereotipados dos que nos cercam - e que, em resposta, encenamos.
      O amor - é só ele - nos tira do comum, do cotidiano, do sistema, da alienação.
      Por isso dissemos: o amor individualiza a pessoa e o momento - lembra-se? Só quando estamos amando existimos, você não acha?

     O amor nos distancia de qualquer rotina 
     O amor nos distancia completamente de qualquer rotina, repetição, tédio, enjôo… Ele nos põe distantes de tudo o que conhecemos e de quanto estamos fazendo na vida - fora dos momentos amorosos.

      Doença é falta de amor 
      Doença é falta de amor ou presença de maus sentimentos - de abandono, rancor, desespero, medo, preocupação, azedume, mágoa; é também a convicção de não ser ninguém, de não ter vivido, de não estar vivendo mas apenas vegetando, repetindo, repetindo, repetindo sempre tudo, no trabalho, na família até no lazer.

 J.A. Gaiarsa


6 de janeiro de 2012

O corpo - esse desconhecido


 
      Enquanto nossa inteligência de Civilizados tem 10.000 anos de existência, nosso corpo é o de um…animal que ja está por aqui ha 2 milhões de anos…Não seria bom conhecê-lo mais de perto? Quem sabe ele tem o que nos ensinar...




      Como dar vida ao corpo 


      Não morremos de velhice nem de doenças. Morremos pela monotonia de vida que mal usa 5% de nossa versatilidade de movimentos; e vivemos falando – o que nos sufoca. Faremos o corpo se mexer de mil maneiras e respirar o tempo todo.


PELE COM PELE! 
    
 CONTATO MESMO? SÓ PELE COM PELE!

      Como eu já disse, com palavras apenas o contato é mínimo. Com o olhar, ele aumenta bastante. Mas o contato real se faz pele com pele (penso cá comigo: com-tato só pode ser feito pelo tato) ... então me dê um abraço de despedida e sinta seu coração bater junto ao meu... só isso, e silêncio.Palavras, Palavras, Palavras... 

      O pecado maior de todas as psicologias, embora eu não possa dizer que conheço todas, é que ignoram a relação do olhar, que as pessoas têm um corpo e que esse animal tem 2 milhões de anos. Por isso, a humanidade está se perdendo, por causa das palavras.

Autor: José Angelo Gaiarsa

26 de dezembro de 2011

Água Viva
Cabem em mim, bem fundo com suas águas muitas lambendo 
a quentura banhando lembranças amamentam versos 
arrebentam verdes arrebatam gentes afundando cores 
dulcíssimas águas que habitam em mim são guerreiras águas 
navegam em meus poros onde quer que eu vá inundando 
a mente inundando as margens inundando a mata banhando 
quenturas lavando lembranças poderosas águas as de 
minha infância de selva, de mato de banhos gelados nos 
igarapés caminhos- canoas emergindo líquidos nessa 
maré cheia de encantarias arrebatadoras águas grandes 
águas grandes águas grandes", 
(Aline de Mello Brandão)

Contam os Tupis-Guaranis:

 
" Nosso pai Ñmandu, o Primeiro, brota de seu próprio brotar. 
Embora o sol não exista, ele se ilumina a si mesmo pelo resplendor 
de seu próprio coração, porque a sabedoria contida dentro 
de sua divindade lhe serve de sol e de luz".
“Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões, (..) 
Rezaria versos, os mais belos, desses que desde a infância me embalaram 
e quem me dera que alguns fossem meus! Porque a poesia purifica a alma ...
e um belo poema — ainda que de Deus se aparte — 
um belo poema sempre leva a Deus!”
(Mário Quintana )
Seja sempre aberto e franco em todas as suas relações; 
jamais brinque de esconde-esconde. 
Ser direto e franco é uma grande virtude. 
O coração de um homem é puro na proporção em que 
ele é franco e espontâneo em seu comportamento." 
 Swami Akhandananda

21 de dezembro de 2011


Forma
Formatar
Formação
Formal
Formatura
Conforma
Deforma
Informe
Reformatório
Reforma
Informa
Uniforme
Informação
Transformação

LIBERTAÇÃO
( Gi / Rogério )

20 de dezembro de 2011


Biscatear é amar o corpo porque se ama o que ele aponta: o passar dos dias. 
É não negar o tempo e suas inscrições. É decifrar as marcas. 
É usá-las como guia de viagem. 
Biscatear é tocar o próprio corpo com a intimidade que se reserva aos mistérios. 
Biscatear é desvendar o corpo e reconhecer: alegria. 
É oferecê-lo sabendo que se recebe. Biscatear é desejar e sentir o corpo em antecipações. 
É ali, no corpo e para além dele, o prazer. Biscatear é saber espelhos, 
mas preferir encontrar-se no olhar do outro. 
Biscatear é reconhecer que o corpo é quem somos e não demandar 
dele menos ou mais do que o que vivemos.


( biscatesocialclub.wordpress.com )


19 de dezembro de 2011


Habitas-me

Como a uma casa
De um só quarto
No alto de uma falésia;
Como a ventania
Irrompe na floresta, cavando clareiras
Ou devagar vai esculpindo luas
Nas areias.

L.T.

16 de dezembro de 2011

‎"Sempre não tive a idéia fixa de que a velhice me traria muito?
 Em meus jovens anos escrevi em algum lugar:
 primeiro nós vivemos nossa juventude, em seguida nossa juventude vive em nós. 
Não sei bem, ainda hoje, o que eu queria dizer com isso outrora. 
Mas eu tinha realmente medo de não atingir a idade de viver esta experiência; 
eu o sabia profundamente, uma longa vida, com todas as suas dores, vale ser vivida. 
Claro, o valor da vida pode nos ficar escondido pelos desgastes sofridos pela nossa carne, nosso espírito (...) 
do mesmo modo que a juventude mais empreendedora pode se ver entravada em sua felicidade e em seu sucesso, 
por um fatal concurso de circunstâncias; mas, por além das perdas, 
a velhice adquire muito mais que a famosa aptidão à serenidade e à lucidez: 
ela permite que se chegue a uma plenitude mais acabada."




LOU A. SALOMÉ

15 de dezembro de 2011

‎"Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal"

...algumas pessoas simplesmente agradecem a oportunidade de viver...e ainda encontram força para expor sua imperecível Beleza...

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En una sociedad en la que cada vez impera la “dictadura de la belleza” y la “tiranía de la perfección estética”, David Jay y sus musas nos enseñan que lo hermoso y lo bello, va más allá de lo anatómico y físico. Se trata de algo tan sutil e indirecto que puede estar oculto en una sonrisa, una carcajada, una lágrima, una mirada o en la historia de valor que se esconde detrás de una cicatriz.
Porque como bien dijo el filósofo y escritor indio Rabindranath Tagore, “Aunque le arranques los pétalos, no quitarás su belleza a la flor”.

14 de dezembro de 2011


Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando
Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto
Graças à vida, graças à vida

12 de dezembro de 2011

VIAGEM INTERIOR

Com o olhar da sua imaginação, com toda sua sensibilidade,
lembre-se dum barco no mar, imagine-se num barco 
no meio do oceano, deliciando-se em respirar a brisa
carregada de aromas salinos,  admirando a dança da luz 
nas ondas, sentindo a brisa acariciar seus cabelos,
seu rosto, seus braços, suas pernas. Aqui está o Templo do Mar,
esse Templo da imensidão da água, esse Templo sem forma, sem limites,
o Templo da água sensível,a água que sente 
o mínimo sopro de vento, sente a carícia do Sol,
devaneia com a Lua,  recebe a luz das estrelas.
Aqui está o poderoso Templo   das Tempestades,
o Templo das emoções violentas, como o Templo onde se delicia
a luz do dia  até explodir na tranqüila beleza 
do pôr do Sol. Para entrar  nas profundezas do Templo
você chama um grande amigo, seu animal de poder,
o golfinho. Você veste um corpo de golfinho
para entrar no mar  dos sentimentos,
no mar das emoções, brincar no mar,
alegrar-se, divertir-se com inteligência
no mar da sua alma. Diverte-se em chamar 
uma tempestade, e mergulha nas profundezas.
Nas profundezas da sua alma tudo é tranqüilo, sempre.
Nas profundezas da sua alma tudo é tranqüilo, sempre.
Sempre. Com essa tranqüilidade profunda
você sobe deliciando-se em nadar
no mar tranqüilo da manhã quando a luz do dia desperta
nas ondas leves, nadar no mar sereno da manhã,
no mar do dia e do entardecer.

lenda maori



Ilustração: Kipper
No início só havia Kore, a energia, vagando na escuridão do espaço infinito. Então, veio a luz e surgiram Ranginui, o Pai Céu, e Papatuanuku, a Mãe Terra. Rangi e Papa tiveram muitos filhos: Tangaroa, deus das águas; Tane, deus das florestas; Tawhirmatea, deus dos ventos; Tumatauenga, deus da guerra, que deu origem aos seres humanos; e Uru, que não era deus de nada. Rangi e Papa viviam num perpétuo abraço de amantes. Acontece que esse enlace apaixonado não deixava a luz penetrar entre seus corpos, onde ficavam os filhos. Obrigados a viver apertados e sempre no escuro, os jovens resolveram dar um basta na situação.  - Vamos matar Rangi e Papa e ficar livres deles! - disse Tumatauenga. 
- Não! - disse Tane. - Vamos apenas separálos, empurrando um para cima e deixando o outro embaixo. Assim sobrará espaço para nós e a luz vai poder entrar. 
Todos acharam a idéia excelente. 
Tane, que era o mais forte de todos, firmou bem os pés em Papa, encaixou os ombros no corpo de Rangi e o empurrou para cima com toda a força. 
Os pais se separaram, mas - oh, decepção! - só um pouco de luz chegou ao mundo dos filhos. Além disso, Rangi e Papa estavam nus e, longe um do outro, sentiam muito frio. 
Comovido com a situação, Tane abrigou o pai com o negro manto da noite. 
Para a mãe fez um vestido com as mais verdes e tenras folhas e as flores mais coloridas. Em torno dela fez ondular as águas azuis dos mares e rios de Tangaroa. Os ventos de Tawhirmatea sopravam suavemente seus cabelos. Os filhos de Tumatauenga já começavam a povoar o mundo recém-criado.
Olhando lá de cima os lindos trajes da mulher e sua participação no novo mundo, Ranginui ficou doente de inveja. Sua dor cobriu o mundo com uma névoa úmida e cinzenta. 
Refugiado em uma dobra do manto paterno, Uru chorava e chorava por não ter sido útil em nada aos pais e aos irmãos. Para que ninguém percebesse suas lágrimas, escondia-as em cestas e mais cestas. Mas Tane tudo percebera: 
  -Uru, meu irmão, preciso de sua ajuda! 
  - Nada tenho para dar, você bem sabe! 
  - Ora, Uru, você tem tantas cestas... 
Surpreso e com medo de ser descoberto em sua fraqueza, Uru abaixou a cabeça: - Não tem nada dentro delas, irmão. 
Tane avançou e destampou uma das cestas. Dela voaram luzes faiscantes e risonhas para todos os lados. As lágrimas de Uru haviam se transformado em crianças-luz (para nós, estrelas)! 
- Uru, será que você podia me ceder duas de suas cestas? Seus filhos poderiam enfeitar e iluminar a morada de nosso pai... Uru concordou. As duas cestas foram passadas para Te Waka o Tamareriti, uma canoa muito especial. Tane conduziu a canoa até o céu, espalhando sobre o manto de Rangi milhares de estrelinhas que riam e piscavam umas para as outras o tempo todo. 
Quando Tane ia pegar a segunda cesta, esta tombou e se abriu, deixando as estrelas se espalharem numa grande faixa chamada Ikaroa, que cruzou o céu de lado a lado (para nós, a Via Láctea). Tane deixou Ikaroa e Waka o Tamareriti (que é a "cauda" da nossa constelação do Escorpião) no espaço celeste, onde se tornaram os guardiões das estrelas.

Lenda maori recontada por Maria de la Luz, ilustrada por Kipper

10 de dezembro de 2011

9 de dezembro de 2011




"Sagrada Força Feminina te saúdo e sinto tua presença se manifestando em meu Ser

Através de meus pensamentos, palavras e ações

Deixo que a Divina Presença da Mãe Cósmica me oriente com sua infinita sabedoria
Ela está chegando, sinto sua Dança!
Ela está falando, ouço sua canção de Amor!
Ela está dentro e fora nas coisas mais simples e por isso perfeitas
E seu templo sagrado é meu corpo de Mulher
Seu pensamento agora é meu pensamento
E só penso em Amor,
Só sinto Amor
E só vejo Amor
O mundo que percebo é fruto da minha percepção de Amor
E assim crio a minha realidade
Abençôo meu dia e honro minha Deusa de mil nomes
E assim crio a magia que me ilumina e protege
Saúdo a noite e honro minha Mãe Lua, suas sagradas fases comandam meu corpo de mulher
E assim me preservo saudável e com meus ciclos femininos em perfeita harmonia.
Saúdo a Incognoscível, e assim honro e preservo meu poder oculto.
Saúdo as Forças da Natureza para que a Mãe Terra me proteja
E me oriente no Norte, no Sul, no Leste e no Oeste.
Honro a terra onde piso, a água que bebo e o meu alimento,
Pois sei que tudo que fizer a esta Terra voltará para mim e para meus descendentes.
E assim me conecto ao coração de Gaia e a sua proteção maternal.
A Deusa cuida do meu corpo e da minha alma
E assim estou em perfeita sincronia com o Universo
Do meu coração flui seus ensinamentos, suas palavras de sabedoria e sua força infinita
E assim realizo minha divindade humana
Em minha alma o Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino se uniram em Amor e Êxtase
E assim descobri o equilíbrio onde o ser humano deve estar
Todo o Amor que nutre minha existência vem da Fonte Divina
Por isso não preciso que nenhum ser humano o faça por mim
A Deusa abençoa meu corpo com seus sagrados encantos
E assim a beleza da minha Alma se reflete em meu corpo feminino
Da minha mente fluem os pensamentos e a criatividade
que fazem minha existência ser especial e singular
E assim realizo minha vocação maior
Preservo meu coração limpo e leve como uma pena
E assim me permito ser livre e feliz para sempre
E que Assim Seja, porque Assim É"
Saúdo a Divindade em tudo que vive
E rezo para que todas as mulheres conheçam sua Deusa Interior
E assim curem e libertem suas vidas para a alegria, a Arte, o prazer, a saúde e o Amor."

- Carla Lampert

(...) assim também os homens terão que aguentar algumas feministas de quiserem
 se relacionar com uma mulher de verdade..., capaz de amar com entrega e autenticidade,
porque se tem..., pertence a si própria em sua originalidade .
( gi - parafraseando desavergonhadamente Saint Exupery)
Ficheiro:Lady Godiva by John Collier.jpg
Mesmo na noite mais fria
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste,
há sempre alguém que diz não.

Manoel Alegre
( Pintura : Lady Godiva de John Collier)


8 de dezembro de 2011


“here is what i have...
poems
big thighs
lil tits
&
so much love”

Ntozake Shange

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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