Era uma vez...


"Em um tempo muito, muito distante, quando a Deusa caminhava sobre a Terra e todas as coisas eram sagradas...
Nas noites encantadas,surgia em meio a floresta misteriosa
um velhinho exausto e tremulo e a Deusa em sua face Anciã,
o tomava em seus braços, se balançando em sua cadeira o embalava, cantando...cantando...
E pela manhã ele saltava de seus braços, agora já uma criança radiante e se alçava aos céus para raiar o dia.
Ele é a Criança Solar, Ela é a Mãe de todas as coisas..."

3 de agosto de 2009

Bênção a Mulher




Para as mulheres, qualquer cura significa a cura do respeito e do amor que elas devem ter por si mesmas, bem como da sua auto-imagem feminina.
Recitar a Bênção a Mulher, todas as noites, é uma boa forma de você iniciar o processo de cura de todos os seus males. Acenda um incenso uma vela e se coloque nua diante de um espelho. Molhe o dedo indicador com uma gota de óleo (de rosas ou de jasmim de preferência), vinho tinto, sangue menstrual, água salgada ou água pura. Toque um por vez, cada um dos seus chakras, dizendo em voz alta o seguinte:
Tocando o chakra da coroa (topo da cabeça), diga:
"Abençoa-me mãe porque sou tua filha "
Tocando o chakra da terceira visão(entre a as sobrancelhas) , diga
"Abençoa a minha visão ,para que eu veja a Ti na minha vida."
Tocando chakra da garganta,diga :
"Abençoa minha voz, para que ela propague o Teu amor por todos
Tocando o chakra do coração(entre os seios)
"Abençoa meu coração , para que ele se abra e se encha de amor por todos."
Tocando o plexo solar (na altura das costelas inferiores), diga:
"Abençoa minha energia vital que vem de Ti."
Tocando o chakra da barriga (abaixo do umbigo), diga:
"Abençoa o meu útero e ovários, para que eu pratique sexo com amor."
Tocando o chakra base (genitais),diga
"Abençoa os meus genitais , portal da vida e da morte."
Tocando a sola dos pés,diga
"Abençoa os meus pés, para que possam trilhar Teu caminho e o meu."
Tocando a palma de ambas as mãos, diga:
"Abençoa as minhas mãos, para que elas façam Teu trabalho , que é o meu trabalho neste mundo."
Tocando novamente o chakra da coroa , diga:
"Abençoa-me, Mãe porque sou tua filha e sou uma parte de Ti."
Essa cura produz milagres e abre o caminho para todas as curas subsequentes.

1 de agosto de 2009

A DANÇA CÓSMICA DAS FEITICEIRAS


"Entre os Mundos CRIAÇÃO Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnjica O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres. Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então, transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente, buscando retornar em amor. Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios. "( STARHAWK)

30 de julho de 2009

por : Rosana Braga - sobre a insatisfação feminina







Por mais que já tenha refletido sobre esta aparente insatisfação das mulheres, por mais que já tenha observado os meus próprios paradoxos e até admita que nem nós mesmas conseguimos nos entender, muitas vezes, tenho de tentar esclarecer: satisfazer-nos é possível! Queremos e podemos ser satisfeitas e isso é mais fácil do que tem acreditado alguns homens. E quanto a nos entender, pra que? Desistam desta idéia. Não nos entendam, não tentem traduzir nossas contradições ou fazer contas pra saber se hoje estaremos ou não de bom-humor.Basta que nos olhem com determinação e nos façam um elogio como quem sente a nossa alma. Adentre em nosso corpo como quem busca nossos sonhos, e depois nos seduza daquele jeito que vocês tão bem sabem fazer... e nos sentiremos desejadas; toda a satisfação terá nos invadido.
Mulher deseja ser amada e não ser entendida. Deseja ter a sensação de que, dentre tantas outras, é única.
Creio que o autor que mais se aproximou da alma feminina tenha sido Saint Exupéry, talvez despretensiosamente, enquanto escrevia “O Pequeno Príncipe”. Quem já leu, certamente vai se lembrar da rosa, tal qual um coração de mulher...
“- Ah! Eu acabo de despertar. Desculpa. Estou ainda toda despenteada.
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo em que o sol...
- O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim?”...
E a convivência entre eles foi intrigando o Pequeno Príncipe:“É bem complicada essa flor...” pensava ele.
Mas quando saiu de seu Planeta em busca de respostas sobre a vida e o amor, um dia confessou ao amigo, na Terra: “- Não a devia ter escutado. Não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar seu perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. ... Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar”.
Depois de se decepcionar por descobrir tantas rosas iguais àquela que deixara em seu planeta, acreditando ser a única em todo o Universo, ele aprendeu sobre cativar: “se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol”.
E mais do que aprender a amá-la, ele aprendeu que uma flor, assim como uma mulher, pode ser única, ainda que existam milhares iguais a ela. E, então, diante de um jardim, amou enfim a sua flor:“- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém... Sois belas, mas vazias. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que matei as larvas. Foi a ela que escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa”.
Por isso, não leve tão a sério o que dizemos. Mais do que nossas queixas e complicações, é o que fazemos que nos torna merecedoras do seu amor...

28 de julho de 2009



"Me dê sua mão. Abra, depois feche. Sinta. O feno-grego duro como pedra está bem fechado no centro da palma de sua mão, cor de areia do fundo de um riacho velho. Mas ponha-o na água, e ele se expande, livre. Morda os caroços inchados e prove sua doçura amarga. Sabor de algas marinhas em um lugar selvagem, guincho de gansos cinzentos. O feno-grego é a especiaria da terça-feira, quando o ar é verde como o musgo depois da chuva. Especiaria para os dias em que eu quero ficar encolhida sob uma colcha pespontada com folhas de peepul e contar histórias como na ilha. Só que aqui para quem eu as contaria? Feno-grego, pedi tua ajuda quando Ratna veio me procurar ardendo por causa do veneno no ventre, legado da vagabundagem do marido. E quando Ramaswamy trocou a mulher com quem estava casado há vinte anos por um prazer mais novo. Ouça a canção do feno-grego:Tenho o sabor fresco da brisa do rio, plantando desejo em terreno que ficou estéril.(...)Eu, feno-grego, que faço o corpo ficar doce de novo para o amor."

.( Senhora Das Especiarias .p.59)

26 de julho de 2009

Baudelaire


EMBRIAGAI-VOS
É necessário estar sempre bêbedo.

Tudo se reduz a isso; eis o único problema.

Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo,que vos abate

e vos faz pender para a terra,é preciso que vos embriagueis sem cessar.

Mas de quê?

De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

Contanto que vos embriagueis.

E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio

,na verde relva de um fosso,

na desolada solidão do vosso quarto, despertardes,

com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,

perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,

a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,a tudo o que canta,

a tudo o que fala,perguntai-lhes que horas são;e o vento,

e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,hão de vos responder:

É hora de se embriagar!

Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,

embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!

De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

( Charles Baudelaire)

25 de julho de 2009


Confie apesar de todas as dúvidas

Buda diz: Faça o que você tem de fazer resolutamente... Mas, por resolução, ele não quer dizer vontade, como o significado comum nos dicionários. Buda é obrigado a usar as palavras de vocês, mas ele dá um novo significado às suas palavras. Por ‘resolução’ ele quer dizer “a partir de um coração decidido” - não a partir da força de vontade, mas a partir de um coração decidido. E lembre-se: ele enfatiza a palavra ‘coração’, não a mente. Força de vontade faz parte da mente. Um coração decidido é um coração sem problemas, um coração que não mais está dividido, um coração que chegou a um estado de tranqüilidade, de silêncio. Eis o que ele chama de “um coração decidido”.“Faça o que tem de fazer resolutamente, com todo o seu coração”. Lembre-se da ênfase no coração. A mente jamais pode ser uma - por sua própria natureza ela é muitas. E o coração é sempre um - pela sua própria natureza ele não pode ser muitos. Você não pode ter muitos corações, mas você pode ter muitas mentes. Por quê? Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor. A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança. O coração sabe como confiar - é a confiança que o torna um. Quando você confia, de repente você fica centrado.Daí a significância da confiança. Não importa se sua confiança é na pessoa certa ou não. Não importa se sua confiança será explorada ou não. Não importa se você será enganado por causa de sua confiança ou não. Há toda a possibilidade de você ser enganado - o mundo é cheio de enganadores. O que importa é que você confiou. É a partir de sua confiança que você se torna íntegro, o que é muito mais importante do que qualquer outra coisa. Não é uma questão de que primeiro você tem de estar certo se a pessoa é digna de confiança ou não. Como você estará certo? E quem vai pesquisar?Será a mente, e a mente sabe somente como duvidar. Ela duvidará. Ela duvidará mesmo de um homem como Cristo ou Buda. Ela não pode nem ajudar a ela mesma. Assim, lembre-se: confiar não quer dizer que primeiro você tem de pesquisar, que primeiro você tem de deixar as coisas certas, garantidas e, então, confiar. Isso não é confiança, isso realmente é dúvida - como você esgotou as possibilidades de duvidar, daí você confia. Se uma outra possibilidade de dúvida surgir, você duvidará novamente. Confie apesar de todas as dúvidas, apesar do que o homem é ou do que o homem vá fazer. Isso é do coração, vem do amor.Quando você confia e ama com um coração decidido, isso traz transformação. Então, você nunca hesita. A hesitação simplesmente o mantém aos pedaços.Dando um salto quântico, sem nenhuma hesitação ou apesar de todas as hesitações, você se torna íntegro. A hesitação desaparece e você se torna um. E tornar-se um significa libertar-se; libertar-se da própria multidão estúpida que existe dentro de você, libertar-se de seus pensamentos, desejos e memórias, libertar-se da própria mente.
Osho, The Dhammapada, #9

23 de julho de 2009

Martha Medeiros


" Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia ."

8 de julho de 2009

Mula sem Cabeça: aviso aos descabeçados...

 
(...) E como poderia ter cabeça está mula..., veja que uma mula é uma idéia hibrida...
Nada natural, pois além de ter fama de teimosa, é ainda uma descabeçada...
Simbolicamente falando, claro que a lenda da "mula sem cabeça", foi inventada com o propósito de amendrontar as moçoilas, que, por ventura, tivessem o desplante de resolver namorar o padre...Já que é pecado "tentar" o padre, uma severa, porém adequada punição deveria recair sobre a desmiolada...Óbvio o castigo, para quem já não tinha juízo...Tudo referente a cabeça, que a mocinha, com certeza perdeu em algum lugar..., ou será que seus miolos foram consumidos pelo fogo, instigado pelo proibido de seduzir o padre???
Enfim, mais uma história de pecado e castigo. Como tantas lendas que em algum momento alguém inventou para manipular o povo.
Gi

6 de julho de 2009

Mula sem cabeça


 


Nos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja, em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem de quinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.
Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça, na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.
Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Às vezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula,deve-se deitar de bruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.
Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto será desfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição que a castiga, para sempre
Nomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça, Padre-sem-cabeça, Malora (México), Origem Provável: É um mito que já existia no Brasil colônia. Apesar de ser comum em todo Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entre Goiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versões muito semelhantes em alguns países Hispânicos. Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casos onde para evitar que sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-la antes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ou outro objeto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre. Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua. Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita não queimar, ela é. É importante notar que também, algumas vezes, o próprio Padre é que é amaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando as pessoas, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. Há uma lenda Norte americana, O Cavaleiro sem Cabeça, que lembra muito esta variação. Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruz branca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concreto é que a Mula, é mesmo uma amante de Padre.

4 de julho de 2009


Ela teimou e enfrentou o mundo

Se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminavae a noite caminhava assim

E como um par o vento e a madrugada iluminavam

A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança

Que entra na roda, a noite tá no fim

Ela valsando só na madrugada

Se julgando amada ao som dos bandolins

( Oswaldo Montenegro)

30 de junho de 2009

Bom Conselho







Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidad
Vou pra rua e bebo a tempestade
(Chico Buarque)

15 de junho de 2009

O URSO DA MEIA LUA


Era uma vez uma jovem mulher que vivia numa perfumada floresta de pinheiros. Seu marido esteve fora, lutando na guerra, muitos anos. Quando ele afinal foi liberado, voltou para casa com o pior dos humores. Ele se recusou a entrar na casa pois havia se acostumado a dormir nas pedras. Ele só queira ficar só e permanecia na floresta tanto de dia quanto à noite.A jovem esposa ficou tão feliz quando soube que o marido estava afinal voltando para casa. Ela cozinhou e fez compras, e fez compras e cozinhou. Preparou pratos e mais pratos, tigelas e mais tigelas, de delicioso queijo branco de soja, três tipos de peixe, três tipos de algas, arroz salpicado com pimenta vermelha e belos camarões frios, grandes e alaranjados.Com um tímido sorriso ela levou os alimentos até o bosque e se ajoelhou ao lado do marido esgotado pela guerra, oferecendo-lhe a bela refeição que havia preparado. No entanto, ele se pôs de pé e chutou as travessas de modo que o queijo de soja caiu, os peixes saltaram no ar, as algas e o arroz caíram na terra e os grandes camarões alaranjados rolaram pelo caminho abaixo.Deixe-me em paz! - rugiu ele, voltando-lhe as costas. Ele estava tão furioso que ela sentiu medo. E afinal, em desespero, ela foi procurar a gruta da curandeira que morava fora da aldeia.- Meu marido foi ferido gravemente na guerra - disse a esposa. - ele sofre de uma raiva permanente e não come nada. Só quer ficar ao ar livre e não se dispõe a voltar a viver comigo. A senhora não pode me dar uma poção que faça com que ele volte a ser carinhoso e gentil?- Isso eu posso fazer por você - asseverou-lhe a curandeira. - Mas vou precisar de um ingrediente especial. Infelizmente, acabou todo meu pêlo de urso de meia-lua. Por isso, você deve subir a montanha, encontrar urso negro e me trazer um único pêlo da meia-lua que ele tem no pescoço. Depois, eu lhe darei o que você precisa, e a vida voltará a ser boa.Algumas mulheres teriam se sentido desencorajadas com essa tarefa. Algumas teriam considerado que todo esse esforço era impossível. Mas não ela, pois ela era uma mulher que amava.- Ah! Como lhe sou grata! É tão bom saber que existe uma solução.- E assim ela se preparou para a viagem e na manhã seguinte partiu para a montanha.- Arigato zaishö - dizia ela, o que é uma forma de cumprimentar a montanha e lhe dizer “Obrigada por me deixar escalar seu corpo”.Ela se embrenhou nos contrafortes, onde havia rochas semelhantes a grandes pães de fôrma. Subiu até um platô coberto de mata.As árvores tinham galhos longos e caídos e folhas que se pareciam com estrelas.- Arigato zaishö - entoou. Era uma forma de agradecer as árvores por erguerem seus cabelos para que ela pudesse passar por baixo. E assim ela conseguiu atravessar a floresta e começou a subir de novo.Agora estava mais difícil. A montanha tinha flores espinhosas que se prendiam na barra do seu quimono e rochas que arranhavam suas mãos delicadas. Estranhos pássaros escuros saíram voando na sua direção no crepúsculo, deixando-a assustada. Ela sabia que eles eram os muen-botoke, espíritos dos mortos que não tinham parentes. Ela entoou orações para eles.- Vou ser sua parenta. Vou dar-lhes descanso.Ela prosseguiu subindo pois era uma mulher que amava. Subiu até ver neve no pico da montanha. Logo seus pés estavam frios e molhados, e ela continuava a escalar, pois era uma mulher que amava. Começou uma tempestade, e a neve penetrava direto nos seus olhos e fundo nas suas orelhas. Mesmo sem ver, ela continuava a subir.- Arigato zaishö - cantou a mulher quando a nevasca parou, para agradecer aos ventos por terem parado de cegá-la.Ela procurou abrigo numa caverna rasa e mal conseguiu lugar para seu corpo inteiro. Embora tivesse uma bolsa cheia de alimentos, ela mão comeu, mas se cobriu com folhas e adormeceu. Pela manhã, o ar estava calmo e plantinhas verdes chegavam a atravessar aqui e acolá.- Ah - pensou ela. - Agora, ao urso da meia-lua.Ela procurou o dia inteiro e quase ao anoitecer encontrou grossos cordões de bosta. E não precisou procurar mais, pois um gigantesco urso negro passou pesadamente pela neve, deixando profundas marcas de patas e garras. O urso da meia-lua deu um rugido feroz e entrou em sua toca. A mulher enfiou a mão na trouxa e colocou numa tigela a comida que trouxera. Ela colocou a tigela do lado de fora da toca e voltou correndo para seu esconderijo. O urso sentiu o cheiro da comida e saiu cambaleando da toca, rugindo tão alto que pequenas pedras se soltaram do lugar. O urso fez um círculo em volta da comida de uma certa distância, farejou o vento muitas e depois comeu tudo de uma só vez; O enorme urso foi andando de ré e sumiu dentro de sua toca.Na noite seguinte, a mulher agiu da mesma forma, servindo o alimento na tigela, mas dessa vez não voltou para seu esconderijo, recuando apenas metade do caminho. O urso sentiu o cheiro da comida, saiu pesadamente da toca, rugiu para abalar os céus e as estrelas, deu uma volta, farejou o ar com extremo cuidado, mas afinal engoliu a comida e voltou para a toca. Isso continuou por muitas noites até que numa noite escura a mulher sentiu ter coragem suficiente para esperar ainda mais perto da toca do urso.Ela pôs a comida na tigela do lado de fora e ficou esperando junto à abertura. Quando o urso sentiu o cheiro e saiu, ele viu não só a comida mas também um par de pequenos pés humanos. O urso virou a cabeça de lado e rugiu tão alto que fez os ossos do corpo da mulher zumbirem.A mulher tremia, mas não recuava. O urso ergueu nas patas traseiras, estalou as mandíbulas e rugiu tanto que a mulher pôde ver vem o céu vermelho e marrom da sua boca. Mesmo assim, ela não saiu correndo. O urso rugiu ainda mais e estendeu seus braços como se quisesse agarrá-la, com suas dez garras suspensas como dez facas sobre sua cabeça. A mulher tremia como uma folha ao vento, mas permaneceu onde estava.- Por favor, meu querido urso - implorou ela. - Por favor, vim toda essa distância em busca de uma cura para meu marido. - O urso voltou as patas dianteiras para a terra fazendo voar a neve e olhou diretamente no rosto assustado da mulher. Por um instante, ela teve a impressão de ver cordilheiras inteiras, vales, rios e aldeias refletidos nos olhos vermelhíssimos do urso. Uma paz profunda caiu sobre ela, e seus tremores passaram.- Por favor, urso querido, eu venho lhe trazendo alimento todas essas noites. Será que eu podia ficar com um dos pêlos da meia-lua do seu pescoço? - O urso parou e pensou, essa mulherzinha seria fácil de devorar. No entanto, ele de repente se sentiu cheio de pena dela.- É verdade - disse o urso da meia-lua, sem afastar as garras da sua cabeça. - Você foi boa para mim. Pode ficar com um dos meus pêlos. Mas arranque-o rápido, vá embora e volte para sua gente.O urso ergueu seu enorme focinho para que aparecesse a meia-lua branca do seu pescoço, e a mulher viu ali a forte pulsação do seu coração. A mulher pôs uma das mãos no pescoço do urso, e com a outra segurou um único pêlo branco e lustroso. Rapidamente ela o arrancou. O urso recuou e gritou como se estivesse ferido. E essa dor assumiu a forma de bufos irritados.- Ah, obrigada, urso da meia-lua, muitíssimo obrigada. - A mulher se inclinou em reverência e voltou a se inclinar. Mas o urso rosnou e avançou um passo. Ele rugiu para a mulher com palavras que ela não entendia e, no entanto, palavras que de algum modo havia conhecido toda a vida. Ela se voltou e correu montanha abaixo com a maior velocidade possível. Ela passou correndo debaixo das árvores de folhas com formato de estrelas. E o tempo todo ela agradecia às árvores por erguerem seus galhos para ela passar. Ela veio tropeçando pelas pedras que pareciam grandes pães de fôrma, sempre agradecendo à montanha por deixar que ela escalasse seu corpo.Embora suas roupas estivessem esfarrapadas, seu cabelo desalinhado, seu rosto sujo, ela desceu a escada de pedra que levava até a aldeia, seguiu pela estrada de terra atravessando a cidade até o outro lado e entrou na cabana onde a curandeira estava sentada cuidando do fogo.- Olhe! Olhe! Consegui, encontrei, conquistei um pêlo do urso da meia-lua! - gritou a jovem mulher.- Que bom - disse a curandeira com um sorriso. Ela examinou a mulher atentamente, pegou o pêlo de um branco puríssimo e o segurou perto da luz. Ela sopesou o longo pêlo com uma das mãos e o mediu com um dedo e exclamou: - É! Este é um autêntico pêlo do urso da meia-lua. - De repente, porém, ela se voltou e lançou o pêlo no meio do fogo, onde ele estalou, pipocou e se consumiu numa bela chama laranja.- Não - gritou a mulher. - O que a senhora fez?- Fique calma. Está certo. Tudo está bem - disse a curandeira. - Você se lembra de cada passo que deu para conquistar a confiança do urso da meia-lua? Você se lembra do que viu, do que ouviu e do que sentiu?- Lembro - disse a mulher. - Lembro-me muito bem.- Então, minha filha - disse a velha curandeira com um sorriso meigo -, volte por favor para casa com seus novos conhecimentos e proceda mesma forma com seu marido.

[1] História retirada do livro “Mulheres que correm com os lobos” de Clarissa p. Estés

Naquele momento mesmo, vi, mas tu não pudeste ver, que o Cupido voava, completamente armado entre a fria Lua e a Terra. Visou certa formosa vestal,entronizada no Ocidente e soltou tão aguda flecha amorosa de seu arco, como se tivesse querido atravesar cem mil corações; mas pude ver que a inflamda seta do jovem Cupido se extinguia nos úmidos raios da casta lua e passava pela imperial sacerdotisa em virginal meditação , livre e absorta .Entretanto, observei onde caiu o dardo de Cupido : sobre uma florzinha ocidental , branca , ontem , como leite, agora púrpura como a amorosa ferida chamada pela donzelas de Amor-perfeito.Seu suco ,colocado nas palpebras adormecidas, faz com que uma pessoa , homem ou mulher, se apaixone , perdidamente pela primeira criatura viva que vir....

Sonho de uma Noite de Verão - Shakespeare

8 de junho de 2009






Shug Avery e Celie caminhando no campo de flores púrpuras:
" - Mais que tudo, Deus adora ser admirado.
- Então Deus é vaidoso?
- Vaidoso, não. Só quer compartilhar o que é bom. Deus deve ficar furioso quando alguém passa pela cor púrpura nos campos, e nem se dá conta.
- Está dizendo que Ele só quer ser amado, como diz a Bíblia?
- É Celie, tudo no mundo só quer ser amado. A gente canta e dança e grita porque queremos ser amados." 
( do filme : A Cor Púrpura)

2 de junho de 2009




Pés de milhos, andarilhos,com os nossos filhos

Procurando vinte milhas,pelas nossas filhas

Protegendo milharaiscomo as nossas mães

Perseguindo os animais,como os nossos pais

Comparando a rouxinóis,tal nossos avós

Flutuando pelos rios,como os nossos tios

Fungos, cogumelos, limos,como nossos primos

Tanta gente tão aflita,que eu nem sei ainda,

se transformo trigo em pão,prá nossos irmãos,

ou transformo pão em trigo,prá nossos amigos,

que estão salvos do perigo,do primeiro abrigo,

procurando girassóis,como todos nós


(*Pés de milho - Xangai)

29 de maio de 2009

27 de maio de 2009

"Todas as Vidas" - Cora Coralina


Vive dentro de mim Vive dentro de mimuma cabocla velha a mulher roceira.de mau olhado, - Enxerto da terraacocorada ao pé do borralho meio casmurra.olhando pra o fogo. Trabalhadeira.Benze quebranto Madrugadeira.Bota feitiço... Analfabeta.Ogum, Orixá. Bem parideira.Macumba,terreiro Bem criadeira.Ogã, pai-de-santo... Seus doze filhos.Seus vinte netos.. Vive dentro de mim a mulher do povo. Vive dentro de mimBem proletária. a mulher da vida. Bem linguaruda, Minha irmãzinha...desabusada , sem preconceitos tão desprezada,de casca grossa, tão murmurada...de chinelinhas, Fingindo alegre seu triste fado.e filharada. Todas as vidas dentro de mim:Na minha vida -A vida mera das obscuras.

Canta e Dança Mulher



"Lembra mulher de quando teus pés descalços pisavam na terra molhada, depois da tempestade tão esperada. Recorda quando teus ouvidos sabiam compreender as mensagens que o vento assoprava para o teu espírito. Inspira fundo e sente o aroma daquela época onde viveste próxima aos frutos e às flores e tudo acontecia em tempo certo, sem apressamentos. Compreende que teu corpo e tua alma obedeciam à voz da Grande Mãe, e tua vida fluia plena de sabedoria, pois tu representavas a Deusa, o Sagrado Feminino, e de ti resplandecia toda a generosidade. Recorda que conhecias bem os mistérios da lua, tua irmã, e te guiavas por instintos e intuições, sonhavas com as respostas e cheia de confiança em teu coração guiava a tua vida e de tantos outros por caminhos seguros. Tua natureza, sempre disposta a dar vida e dela cuidar, ligada por estreitos laços aos ritmos e ciclos do universo, sabia cantar e dançar, e assim espalhava alegria pelo norte, pelo sul, pelo leste e pelo oeste, sem perder o teu centro. Rosa dos ventos e dos tempos, hoje estás novamente aqui, mas não te esqueça jamais de continuar a cumprir o teu sagrado papel.O Universo ainda carece do teu feminino...Ah! Então canta e dança... E o destino dos homens se cumprirá!"(Autoria desconhecida)

26 de maio de 2009


Pergunte ao silêncio de uma floresta, cheia de vidas misteriosas:
"- O que é esse silêncio?" Ele te responderá: "- É o Grande Mistério! O Silêncio sagrado é a Sua voz, depois da aurora do mundo.
"Se voce lhe perguntar:"- Quais são os frutos do Silêncio?" ele te responderá:"- O dominio de si mesmo, a verdadeira coragem ou a perseverança, a paciência, a dignidade e o respeito.
"Aprenda a interrogar o silêncio. Ele é a terra interior, o espaço sagrado onde se enraíza o teu espírito.

Bastão que Fala


Participei de uma Sauna Sagrada e como preparação Eduardo Medeiros nos mostrou o “Bastão que Fala”...

O Bastão que fala é um instrumento usado pelos nativos americanos para dar um significado mais profundo e verdadeiro a comunicação...Nosso mestre Du nos disse segurando o bastão:
“Quando alguém segura o bastão os outros se calam.
Se você não concorda deve procurar em silencio, aquela sombra dentro de você.
Observe a necessidade de respeitar a opinião do outro, porque tudo é um pedaço do Todo.”

22 de maio de 2009

Dedicado ao Escudo do Sul.


"Na medida em que os anos forem se estendendo na minha estrada, espero não me apegar a idéia de parecer mais jovem do que sou, mas sim, abrir mão da juventue e logo voltar a ter o espírito de uma criança." ( Gi)

21 de maio de 2009

sobre o perdão


Pensar sobre o perdão me reforça a idéia de que errei.
No entanto, penso na infância de todos os atos, na infância de todas as coisas, na pueridade de todos os erros.
Nunca “errei” com convicção. A percepção do erro sempre veio “a posteriori”.
Às vezes, erro com uma leve sensação de estranheza... Não estou confortável no erro, sei que algo não está certo, mas nesta atitude ainda não existe a convicção do acerto.
Assim sendo, estou em aprendizado, estou amadurecendo, neste determinado aspecto, assim que este processo se completar, certamente não repetirei o erro. Posso fazer uma grande lista de coisas “condenáveis” que já fiz no passado e hoje não faria. Mas, se existe a necessidade de perdão é porque em algum momento existe a condenação e na condenação existe a comparação, a vergonha, o “outro”. O “outro” na maioria das vezes é um “ser superior e perfeito segundo a moral vigente”. E a moral vigente pode considerar “erro” o que melhor lhe aprouver...
Vejam só: Adão e Eva cometeram o erro de comer uma maçã... e pagaram muito caro por isso, atualmente há quem diga que uma maçã por dia previne o envelhecimento.
Já a Coitada da Dalila até hoje é “mal falada” porque cortou o cabelo do Sansão, para que ela fosse tão condenada nos dias atuais teria que fazer cortes muito mais radicais...
A relatividade dos erros me leva a relativizar também o perdão.
Não acredito no perdão, acredito no “não-julgamento” e no entendimento que precisamos de tempo para que o amadurecimento se faça. E ainda não acredito do perdão quando o que fere continua ferindo, neste caso devemos nos afastar. Amor próprio implica que você assume o compromisso de cuidar de você e é capaz de crescer e amadurecer naturalmente, sem julgamentos, porem com alteridade e responsabilidade.
Precisamos entender que nós somos o mundo. Ao ferir qualquer ser humano estamos ferindo toda a humanidade. (Gi)

20 de maio de 2009

O que você quer ser quando crescer???




Frases retiradas de revistas femininas da década de 50 e 60

- Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas. (Jornal das Moças, 1957)

- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto. (Revista Cláudia, 1962)

- A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1945)

- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)

- Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças,1957)

- A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia,1962)

- Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)

- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)

E finalizar a " mais mais " de todas :- O LUGAR DE MULHER É NO LAR. O TRABALHO FORA DE CASA MASCULINIZA. (Revista Querida, 1955)http://www.mulher500.org.br/index2.html
O que me entristece, é que a mídia nos diz como devemos nos comportar para sermos "amadas" e ainda também reforça o tempo todo nossas "imperfeições" físicas, emocionais, psicológicas, intelectuais, espirituais, etc. Atitude que aumenta ainda mais a idéia de que a mulher é um objeto de consumo, que deve se esforçar eternamente para atingir "alto nível de qualidade" para ter valor no mercado.
A Santa Inquisição iria adorar o que estão fazendo com as mulheres atualmente...Antigamente queimavam nossos corpos, atualmente queimam nosso espírito.

Se tú entrar em uma tribo, e perguntar:- Quem é o mais bonito?Todos levantam a mão.- Quem é o mais feliz?Todos levantam a mão.- Quem esta em Paz?Todos levantam a mão.Isso é estar em Paz. A Paz nada tem haver com canhões e armas, ela tem haver com competição, as armas são frutos dessa competição. Um quer ser mais bonito, mais rico, mais gostoso, mais feliz, mais amoroso que o outro e isso é a Guerra.Quando cada um fizer a sua parte e relaxar, a Paz reinará e a Guerra tomará o seu lugar.O ato deve ser o de Paz e não o de ´´combater´´ a Guerra.Não pense na Guerra, esteja em Paz!!!E que a Paz esteja em seu coração.Anand Milan (Urso que Dança) http://artesagrada.blogspot.com/

19 de maio de 2009



Talvez alguém precise cuidar "daquele" espaço interno, onde parreiras frutificam e jardins florescem...


18 de maio de 2009


"Tudo aquilo que a nossa civilização rejeita, pisa e mija em cima, serve para poesia."

Manoel de Barros

Sexualidade

No passado conter a liberdade sexual da mulher era a única forma de preservar com segurança o patrimônio dentro da linhagem familiar. Como diziam os italianos: filho de minha filha, neto meu é, porém filho de meu filho, de quem será? A mulher, foi imposto um modelo de comportamento que era conveniente aos interesses materiais.Hoje, as pessoas ainda dão "nomes" chulos as mulheres, mantendo-as dentro de um sistema de repressão sexual velada, que impede a mulher de ser dona do seu prazer. Assim incentivada a ser sexy o tempo todo a mulher ser esquece de ser erótica, se esquece de sentir.Sutilmente, impelida pelo sistema a ser escrava de um padrão que de beleza ridículo e humilhante, o corpo feminino continua a ser vendido, continua a não lhe pertencer...O prazer que lhe caberia encontra-se nos olhos do observador...Mulher para ser olhada, mulher com pose de menina...Mulher que quer ter corpo de criança subnutrida...
Gislaine
12 de Maio de 2008 20:21







"As ferramentas mágicas que a avó arquétipica usa para a transformação não mudam há milhares de naos. A mesa da cozinha. A luz do lampião. Um única vela. A música. O ritual. O insight. A intuição. A sopa. O chá. A história. A conversa. O longo passeio. A confissão. A mão amorosa. O sorriso brincalhão. A sensualidade bem resolvida. O senso de humor malicioso. A capacidade de examinar os outros e ler sua alma. A palavra gentil. O provérbio. O coração atento. A perspicácia, para quando necessário, proporcionar aos outros a experiência angustiante do "olhar".




(de A Ciranda Das Mulheres Sábias - Clarisse pinkola Estés)

14 de maio de 2009

Liberdade

A gente sempre tem escolha, mas assumir escolhas é coisa de adulto. Agir e levar a vida como se as pessoas e as coisas não deixassem saída é próprio de quem não se responsabiliza... A cada minuto devo tomar para mim o poder de ser...Ser singular, ser verdadeiro, ser límpido, ser a Luz que um dia me criou e confiou em minha capacidade de iluminar o mundo com exemplos, vibrações, pensamentos...Liberdade é ser você, liberdade é ser o Deus que existe em você...Liberdade não é não ter compromissos...Liberdade não é não se importar com o que está em volta de você...Liberdade é ser verdadeiro e bondoso ao mesmo tempo...Liberdade é perceber o Deus dentro pequena criatura que existe sobre a mãe terra e respeitar sua capacidade de crescer e amar. (Gi)

SOBRE DIREITOS AUTORAIS

As fotos, figuras, textos, frases visualizadas neste blog, são de autorias diversas. Em alguns casos não foram atribuidos os créditos devidos por ignorância a respeito de sua procedência. Se alguém tiver
alguma objeção ou observação por favor contatar-me.
Namastê























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